Tesouro Direto atinge 35,3 milhões de cadastrados e estoque salta para R$ 242,3 bilhões em um ano
Em abril, entradas superaram saídas em R$ 5,16 bi; operações pequenas dominam e títulos atrelados à Selic concentram mais da metade das compras
O programa de venda de títulos públicos aos cidadãos segue firme: em 12 meses o estoque de investimentos subiu para R$ 242,3 bilhões, um avanço de 41,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Imagem: Agência Brasil — operações de pequeno valor foram maioria em abril
Em abril, os aportes chegaram a R$ 8,55 bilhões enquanto os resgates totalizaram R$ 3,39 bilhões. O saldo líquido do mês ficou em R$ 5,16 bilhões — um sinal claro de demanda contínua por papéis do Tesouro.
Quem aplicou, quanto e onde foi parar o dinheiro
A base de cadastrados alcançou 35,3 milhões de pessoas, alta de 9,7% na comparação anual. Destes, 3,47 milhões têm recursos efetivamente aplicados — crescimento de 16,4% em 12 meses.
O perfil das operações revela uma popularização profunda: mais da metade das movimentações em abril envolveu aportes de até R$ 1 mil. Somando transferências de até R$ 5 mil, essas transações representam 78% do total.
Apesar da predominância de operações pequenas, o valor médio por compra foi de R$ 9.110,30, indicando que há simultaneamente investidores iniciantes e aportes de maior porte no sistema.
Imagem: Agencia-brasil
No mix de títulos, os papéis ligados à taxa Selic dominaram o mês, representando 56,1% das vendas e movimentando cerca de R$ 4,8 bilhões. Os títulos indexados à inflação responderam por 30,8% (R$ 2,6 bilhões) e os prefixados ficaram com 13,1% (R$ 1,1 bilhão).
O cenário de juros elevados ajuda a explicar a migração para renda fixa: as alternativas do Tesouro Direto oferecem previsibilidade e prazos variados, atraindo desde quem começa a investir até quem busca proteção da carteira.
O movimento mostra que o Tesouro Direto não é mais um nicho restrito: virou peça central na estratégia de muitos brasileiros, com crescimento consistente tanto no número de contas quanto no volume aplicado.
Com mais gente entrando e mais recursos alocados, o programa segue consolidado como opção de baixa barreira de entrada e presença crescente na carteira do investidor médio — um fenômeno que tende a moldar o mercado de renda fixa nos próximos meses.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6