Fundada em 2011 por Adriano Buzaid, ex-piloto de GP2 e Fórmula 3, a Gohobby iniciou suas operações com a importação de 700 drones em quatro contêineres, montando o negócio com R$ 80 mil de capital próprio e um financiamento de US$ 1 milhão. Voltada inicialmente a consumidores finais, a empresa direcionou seus esforços ao agronegócio e encerrou 2025 com receita de R$ 200 milhões.

Com a meta de atingir R$ 500 milhões em faturamento até 2028, a companhia vai acelerar o crescimento a partir de 2026, conforme antecipou Buzaid. A estratégia inclui um aporte de R$ 20 milhões na instalação de um escritório e de um centro de distribuição em Porto Velho (RO), permitindo reforçar o suporte técnico e logístico a revendedores e produtores rurais da região Norte.

Marca própria e diversificação

Paralelamente ao core business de drones agrícolas, que responde por cerca de 60% da receita, a Gohobby investe na ampliação de sua linha de produtos de marca própria. Atualmente com cinco itens em catálogo, a empresa prevê lançar entre 20 e 50 novos equipamentos e acessórios. Entre os destaques estão o Gohobby Turbo, cartão de memória de alta performance para imagens em 4K a 8K, e o Gohobby Sentinel, sistema portátil antidrones para detecção e neutralização de aeronaves não autorizadas.

A fabricação segue, por enquanto, em regime white label na Ásia, mas a companhia planeja desenvolver projetos de design e tecnologia em parceria com universidades brasileiras, com o objetivo de lançar produtos totalmente nacionais.

Robôs humanoides e novas fronteiras

Imagem: Gohobby trabalha no Brasil com o robô humanoide multitarefas da chinesa Unitree

No segmento de robótica, a Gohobby atua com robôs humanoides multitarefas e cães robôs, hoje responsáveis por 7% da receita. Segundo Buzaid, esses equipamentos têm aplicações em residências, empresas e instituições de ensino, com automação de processos complexos. Ele destaca que robôs de alta performance que custavam cerca de 3 milhões de euros há cinco anos agora podem ser encontrados entre US$ 7 mil e US$ 15 mil, com opções de aluguel a US$ 500 mensais.

No final de 2024, a empresa trouxe ao Brasil o primeiro robô humanoide da chinesa Unitree, vendido a uma universidade de Joinville (SC). Ainda naquele ano, a Gohobby foi pioneira na importação e no voo de demonstração do carro voador eVTOL 216-S, da EHang, abrindo caminho para futuros negócios na aviação urbana.

A Gohobby mantém o foco em inovação e expansão de mercado, alinhando seu portfólio de drones agrícolas, sistemas antidrones, robôs humanoides e veículos aéreos não tripulados para alcançar a ambiciosa meta de faturamento até 2028.

Com informações de Brazileconomy