Lua alcança ponto mais distante da Terra às 1h32; à noite, fica mais longe do Sol
Apogeu registrado em 1h32 (Brasília UTC-3) e afélio às 19h26 marcam variações de distância que mexem com brilho e tamanho aparentes
Ao começar a madrugada desta segunda-feira, a Lua chegou ao apogeu — o ponto mais afastado de sua órbita em relação à Terra — às 1h32 (Brasília UTC-3). Horas depois, às 19h26, o satélite também atingiu o afélio, ou seja, o momento em que seu percurso ao redor do Sol o coloca na maior distância da nossa estrela: 1,0166 unidade astronômica, algo em torno de 152,5 milhões de quilômetros. A trajetória lunar não é circular. Ela descreve uma elipse, o que faz a separação entre Terra e Lua oscilar mês a mês, com variações que, na prática, são influenciadas pela gravidade do Sol e dos planetas. Em números médios, a distância vai de cerca de 356.500 km no perigeu a 406.700 km no apogeu. Esses saltos alteram o diâmetro aparente e o brilho do disco lunar, embora a mudança seja sutil e muitas vezes mascarada pelas fases. Segundo Marcelo Zurita — presidente da Associação Paraibana de Astronomia, membro da Sociedade Astronômica Brasileira, diretor técnico da Bramon e colunista do Olhar Digital —, os valores divulgados são médias que sofrem deslocamentos por interações gravitacionais no Sistema Solar.
Sobre as fases da Lua
O ciclo entre duas luas novas, a lunação, dura em média 29,5 dias. Nesse intervalo, a Lua passa por quatro fases principais — nova, crescente, cheia e minguante — e por etapas intermediárias que marcam transições visíveis: primeiro o quarto crescente, depois a crescente gibosa; após a plenitude, vem a minguante gibosa e, por fim, o quarto minguante antes de retornar à fase nova. Há ainda o chamado mês anomalístico, de cerca de 27,55 dias, que mede o tempo entre perigeus sucessivos, um pouco maior que o período orbital efetivo do satélite, que é próximo de 27,322 dias. Esses números ajudam astrônomos a mapear com precisão o movimento lunar, mesmo quando a olho nu as diferenças parecem pequenas.
Imagem: Imagem gerada por IA/Gemini

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6