Ibovespa dispara a 174,7 mil com siderúrgicas puxando ganhos
Dólar recua, Vale avança e proposta de tarifa dos EUA mantém clima de tensão
O Ibovespa subiu com força nesta terça, aproximando-se dos 175 mil pontos. O movimento foi comandado por siderúrgicas, que reagiram ao ajuste nas tarifas dos EUA sobre aço e alumínio, enquanto o dólar cedeu para cerca de R$ 5,01 e o mercado digeria sinais mistos de juros e petróleo.
Entre os destaques do pregão estão CSN, Usiminas e Gerdau, com altas expressivas que trouxeram impacto direto ao índice. Vale registrou valorização de cerca de 3%, sustentando o rali. Em paralelo, notícias corporativas e mudanças no comando de empresas — como a nomeação do novo CFO do Nubank, que levou à forte queda das suas ações em Nova York — acentuaram a volatilidade intradia.
O cenário externo também pesou. A administração americana propôs alíquotas adicionais de até 25% sobre uma série de produtos brasileiros, ainda que a lista inicial traga exceções para itens estratégicos. Brasília classificou a proposta como um choque político, mas negociações e prazos processuais sugerem que a disputa pode evoluir nas próximas semanas.
Detalhes do pregão: quem sobe, quem cai e os sinais macro
Siderúrgicas lideraram as altas do dia: papéis como CSNA3 e USIM5 chegaram a registrar ganhos de dois dígitos em momentos da sessão, enquanto outras ações do setor avançaram entre 4% e 9%. Vale (VALE3) foi um dos pilares do índice, com alta consistente ao longo do dia.
O câmbio seguiu em queda moderada: a PTAX e cotações do mercado apontaram o dólar comercial perto de R$ 5,01, reduzindo pressões sobre importadores e contribuindo para o ajuste nos preços relativos. Nos juros, contratos futuros operaram mistos, refletindo apreensão com inflação e riscos externos.
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No front energético, a Petrobras anunciou adesão à subvenção para o diesel, enquanto a ANP informou que a produção nacional de petróleo atingiu recorde em abril: 4,34 milhões de barris por dia — o terceiro recorde mensal consecutivo. Isso reforça a dinâmica do setor e influencia a performance de empresas ligadas a commodities.
Do lado internacional, os futuros de petróleo recuaram após oscilações, e os índices de Nova York inverteram perdas iniciais para fechar em alta em negociações mais amplas. Criptoativos também sentiram pressão: o preço do Bitcoin caiu e voltou a testar patamares inferiores aos observados no mês anterior.
Eventos a acompanhar nos próximos dias: audiência marcada nos EUA antes de uma decisão final sobre o pacote tarifário, dados de emprego americanos e qualquer evolução nas tratativas entre Washington e o Brasil. Para a bolsa, o resultado dessas frentes determinará se a alta de hoje se consolida ou dá lugar a correções.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6