Ibovespa reage após cinco quedas e avança 1,16%; dólar recua a R$ 5
Mercado vê impacto limitado de nova tarifa dos EUA; bancos e Vale sustentam alta
Depois de cinco pregões consecutivos no vermelho, a B3 respirou: o Ibovespa subiu 1,16% e terminou a sessão em 174.197,64 pontos. A leitura predominante entre operadores foi de que a tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos atingirá uma parcela restrita das exportações brasileiras — argumento que deu espaço para compras de oportunidade.
Oscilação intradiária e volume
O índice variou entre 172.198,54 pontos (mínima) e 174.894,05 pontos (máxima) durante o dia. O giro financeiro na bolsa somou cerca de R$ 22,7 bilhões, mostrando fluxo moderado, porém suficiente para puxar o pregão para o azul.
Destaques do pregão
Entre as maiores movimentações, ações de mineração e do setor bancário foram determinantes para o avanço. Vale registrou uma alta expressiva, perto de 4%, enquanto Petrobras pressionou levemente para baixo, com queda abaixo de meio por cento. Bancos, com balanços vistos como sólidos, também registraram valorização e ajudaram a compensar recuos pontuais.
Quem subiu — e quem caiu
Os papéis com ganhos mais acentuados do dia incluíram empresas do setor siderúrgico e de mineração, com variações de alta superiores a 5% em alguns casos. No outro lado, varejo e empresas de tecnologia listadas tiveram perdas moderadas, com recuos entre 1% e 3% em ações de maior peso.
Dólar e cenário externo
No câmbio, o dólar comercial perdeu força e ficou cotado em R$ 5, recuo de 0,27% frente ao real. Lá fora, as principais praças de Nova York fecharam positivas: Dow Jones com avanço relevante, S&P 500 e Nasdaq também fecharam em leve alta, acompanhando o clima mais calmo nos ativos de risco.
Imagem: Divulgação
Por que a tarifa dos EUA mexeu pouco com o mercado
Analistas ouvidos pelo mercado destacaram que a tarifa de 25% anunciada pelos EUA não abrange itens-chave da pauta exportadora brasileira. Na avaliação de especialistas, produtos de maior valor estratégico e setores com maior relevância comercial ficaram de fora, o que amenizou o impacto nas projeções de receitas externas e na percepção de risco.
Fechamento
O pregão desta terça-feira trouxe alívio momentâneo para a bolsa após uma sequência de perdas. Ainda que fatores externos continuem no radar, a combinação de lucros corporativos, seletividade setorial e um câmbio mais estável sustentou a melhora. O mercado segue atento a dados e ao calendário internacional para as próximas sessões.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6