Mesmo entre Millennials e integrantes da Geração Z que recebem salários elevados e mantêm as contas em dia, muitos relatam sentir insegurança e ansiedade em relação ao dinheiro, segundo reportagem da Fortune citando levantamento da empresa de serviços financeiros Edward Jones em parceria com o instituto Gallup.
Resultados da pesquisa
O estudo divulgado pela Edward Jones com o Gallup revela que apenas 16% dos adultos americanos se consideram financeiramente realizados. Em contrapartida, 83% afirmam enfrentar algum grau de estresse, dificuldade ou incerteza em relação às finanças. Entre os entrevistados, 51% foram classificados como um grupo “conflituoso”: pessoas que não vivem crise financeira declarada, mas também não se sentem seguras sobre sua situação econômica.
O que dizem os especialistas
Penny Pennington, sócia-gerente da Edward Jones, aponta que o estresse financeiro deixou de ser um problema exclusivo de quem está em vulnerabilidade: atinge inúmeros indivíduos que aparentam estabilidade, mas não se sentem realizados ou seguros financeiramente. Para especialistas consultados, esse desconforto nem sempre tem relação direta com o saldo bancário.
A consultora financeira Nia Baiyeroju, fundadora da Nia Knows Finance e voltada ao atendimento da Geração Z, afirma atender clientes que economizam regularmente, evitam dívidas e seguem práticas consideradas saudáveis, mas que ainda assim convivem com preocupação constante. Frases como “ganho bem, não devia estar assim” ou “todo mundo da minha idade já resolveu a vida” têm se tornado comuns entre jovens profissionais, segundo ela.
Causas apontadas
O relatório relaciona a sensação de insegurança a fatores emocionais e a experiências familiares de instabilidade econômica na infância, que continuam influenciando percepções de risco mesmo após melhora de renda. Outro elemento identificado é a “dismorfia financeira”, termo usado para descrever uma visão distorcida da própria situação econômica.
Dados do Bank of America também citados indicam que famílias com renda anual superior a US$ 150 mil relatam viver de salário em salário, e que elevação no padrão de vida tem pressionado orçamentos mesmo entre quem ganha até US$ 500 mil por ano.
Imagem: Divulgação
Influência das redes sociais e diferenças geracionais
Pesquisa da Intuit Credit Karma, divulgada em 2024, aponta que quase metade da Geração Z e dos Millennials se sente financeiramente atrasada em relação a outras pessoas, mesmo com níveis de poupança acima da média. A comparação constante em redes sociais, por meio de conteúdos sobre imóveis, viagens e consumo de luxo, contribui para ampliar a percepção de defasagem e pode levar a comportamentos impulsivos de consumo.
Especialistas observam variações por faixa etária: a Geração Z costuma questionar a possibilidade de comprar uma casa; Millennials enfrentam custos de formação de família e dívidas estudantis; pessoas mais velhas concentram-se em preocupações com aposentadoria. Para os especialistas, a resposta ao problema envolve mais a definição clara de objetivos financeiros e a construção de uma relação mais equilibrada com o dinheiro do que apenas o aumento de renda.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6