Quem: Torcedores, criadores de conteúdo, plataformas de streaming e a indústria de games.

O que: A cobertura e o consumo da Copa do Mundo deixaram de ser um evento centrado apenas na televisão para se tornarem uma experiência distribuída por múltiplas telas, serviços e comunidades digitais.

Quando: Observa-se a transformação especialmente nos campeonatos recentes, com destaque para o impacto percebido desde a Copa de 2022.

Onde: Em televisões, smartphones, serviços de streaming, redes sociais e plataformas de transmissão ao vivo, incluindo transmissões em YouTube.

Como: Enquanto as partidas ocorrem, milhões de pessoas comentam em tempo real no X, acompanham streamers na Twitch, jogam títulos como EA Sports FC e participam de transmissões coletivas conhecidas como watch parties. Essa interação multitela e a presença constante de chats e estatísticas transformaram o ato de assistir futebol em uma atividade interativa e contínua.

Por que: O crescimento da indústria de games e a mudança no comportamento do público alteraram a forma como o evento é consumido. Relatórios da Newzoo projetam que o setor de games ultrapassará US$ 206 bilhões em receita em 2028, com uma base estimada entre 3,6 e 3,7 bilhões de jogadores. Ao mesmo tempo, plataformas de livestreaming somam dezenas de bilhões de horas assistidas anualmente. A Fifa informou que a Copa do Mundo do Catar, em 2022, alcançou cerca de 5 bilhões de pessoas.

Segunda tela, watch parties e o papel dos streamers

Pesquisas da eMarketer indicam que grande parte dos fãs utiliza smartphones durante transmissões ao vivo para comentar, checar estatísticas e interagir em redes sociais. Esse uso paralelo consolidou a chamada “second screen experience”, principalmente entre públicos mais jovens, reduzindo o papel exclusivo da televisão.

Como a Copa do Mundo passou a operar dentro da lógica dos videogames

Imagem: Divulgação/EA Sports

As watch parties surgiram como uma forma de arquibancada digital: criadores reúnem comunidades para assistir e comentar partidas ao vivo, oferecendo uma narrativa própria e interação constante. Streamers ganharam relevância como narradores alternativos, e acompanhar esses transmissores tornou-se tão importante quanto acompanhar o jogo em si.





O sucesso do jogo EA Sports FC evidencia a aproximação entre futebol e games: com mais de 10 milhões de cópias vendidas, o título tem servido como porta de entrada para clubes, atletas e competições no ambiente digital. Movimentos econômicos recentes também apontam para o peso dessa convergência; a EA protagonizou um acordo avaliado em US$ 55 bilhões, ilustrando o valor financeiro e cultural dos games esportivos.

Para marcas e organizações, a competição pela atenção do público ocorre além dos 90 minutos de jogo, estendendo-se a transmissões, redes sociais, comunidades online e jogos eletrônicos, o que transforma a vivência do futebol em uma experiência permanente e conectada.

Com informações de Canaltech