TRANSMISSÃO: Record
Roberto Medina, fundador e presidente do Rock in Rio, afirmou em entrevista ao Toca UOL que o rapper Drake foi proibido de voltar ao festival de forma definitiva. Segundo Medina, a decisão se baseia no que ele considera uma atitude de desrespeito do artista com o público: “Drake. Acabou. Não vai mais. Ele desrespeitou o público. Veio pro Rock in Rio, não cantou direito e foi embora. Fez a mesma coisa em São Paulo. Eu respeito o público. Então, não, ele não volta”, declarou.
A participação única de Drake no Rock in Rio ocorreu em 2019 e ficou marcada por contratempos que desagradaram tanto a plateia quanto a organização. Na ocasião, o rapper vetou a transmissão oficial do espetáculo pouco antes de subir ao palco, surpreendendo o canal Multishow e deixando fãs frustrados que acompanhavam o show remotamente. Além disso, o artista teria dispensado um técnico de iluminação imediatamente antes da apresentação e encurtado várias músicas durante o set. O diretor de TV Boninho criticou publicamente a postura do cantor: “Você pisou na bola por absoluta falta de respeito com o público brasileiro. Muito antes da chuva, você já não tinha liberado o show”.
Na mesma entrevista, Medina explicou o critério para montar o lineup do festival. Ele afirmou que consulta as faixas mais tocadas no Spotify e as paradas, mas também considera a transversalidade — artistas que alcançam diferentes gerações — e nomes que representam momentos históricos, citando exemplos como Sinatra, Elton John e Rolling Stones.
O empresário também declarou interesse em tentar trazer duas vozes consagradas: Adele e Céline Dion, afirmando que pretende “fazer barulho” para contratá-las. As declarações de Medina chegam alguns meses antes da edição de 2026 do Rock in Rio, marcada para setembro no Parque Olímpico, cuja programação já tem confirmados Elton John, Foo Fighters, Stray Kids e Twenty One Pilots.
A afirmação sobre Drake ocorre em um momento em que o artista canadense voltou ao foco no Brasil após lançar, em maio, três álbuns: Iceman, Habibti e Maid of Honour. A relação com o público brasileiro, no entanto, não se recuperou totalmente desde 2019, e a declaração de Medina formaliza, segundo ele, o fim da possibilidade de retorno ao festival.
Imagem: Carmen Mandato/Getty Images
Em 2023, Drake também cancelou sua apresentação no Lollapalooza Brasil no dia do show, alegando ausência de membros essenciais na equipe técnica — versão que a Folha de S.Paulo contestou ao mostrar que a equipe contratada pelo artista trabalhou na montagem do palco no Autódromo de Interlagos. Meses depois, em uma transmissão ao vivo, Drake comentou o episódio e prometeu ao público brasileiro “o show da minha vida”.
Com informações de Rollingstone

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6