TRANSMISSÃO: Globo | SBT | CazéTV

A Copa do Mundo de 2026 chega ao Brasil com um panorama de exibição mais fragmentado do que nunca: partidas serão transmitidas pela TV aberta (Globo e SBT) e também por plataformas digitais, incluindo transmissões gratuitas no YouTube e canais como o CazéTV. Essa multiplicidade de meios implica variações na latência — o atraso entre o que ocorre no estádio e o que o espectador vê — que dependem da tecnologia empregada por cada emissora ou serviço de streaming.

Lucy Tabuti, coordenadora do curso de Ciências de Dados e Negócios da ESPM, detalhou as causas dessas diferenças no episódio do Podcast Canaltech divulgado na quarta-feira (10). Segundo ela, a origem do descompasso entre sinais está nas próprias formas de distribuição: a TV aberta, que não passa pela internet, costuma apresentar um atraso menor, na ordem de 3 a 4 segundos em relação ao evento ao vivo no estádio.

O rádio, por não transmitir imagem, é ainda mais rápido, com defasagem aproximada de 1 a 2 segundos. Já plataformas de streaming normalmente processam e fragmentam o conteúdo em blocos, armazenando temporariamente os trechos antes de reproduzi-los, o que aumenta significativamente a latência.

Para mitigar esses atrasos, empresas de streaming têm feito investimentos específicos em infraestrutura: aquisição de equipamentos e adoção de protocolos que ampliam a capacidade e a velocidade de transmissão de dados, explica Tabuti.

O que a TV 3.0 traz ao espectador e quanto custa

A novidade tecnológica em foco nesta edição é o padrão chamado TV 3.0. O decreto que regulamentou o novo padrão foi assinado pelo presidente Lula em agosto de 2025, e transmissões experimentais começaram em Brasília em abril deste ano. O Ministério das Comunicações prevê que o sinal comercial esteja disponível nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília ainda em junho.

TV 3.0 na Copa de 2026: transmissão fragmentada, diferenças de latência e custo de acesso

Imagem: Erick Teixeira/Canaltech

Entre os recursos anunciados, a TV 3.0 permitirá ao público selecionar diferentes câmeras e ângulos, ver informações adicionais na tela e acompanhar partidas simultâneas em janelas separadas. No entanto, nenhum televisor fabricado no Brasil é compatível com o novo padrão, o que obriga o público a utilizar um conversor externo para acessar os recursos. A estimativa de custo para esse dispositivo, segundo Tabuti, fica entre R$ 300 e R$ 400.





Tabuti também aponta que, em edições futuras do torneio, tecnologias como realidade virtual e aumentada poderão ampliar a sensação de imersão, aproximando a experiência televisiva da presença física no estádio.

Com informações de Canaltech