Chã das Caldeiras, comunidade localizada dentro da cratera do vulcão Pico do Fogo, em Cabo Verde, abriga cerca de 700 moradores que mantêm residências, vinhas e pousadas sobre camadas de lava já solidificada. A vila foi destruída pela erupção de 2014, mas seus habitantes retornaram e continuam a reconstruir no mesmo local.

Segundo reportagem da AFP publicada pelo Malay Mail, a localidade é apontada como uma das comunidades habitadas mais improváveis do planeta. As casas e plantações ocupam áreas de lava petrificada e convivem com o risco de novas erupções do vulcão ainda ativo.

A dinâmica de reconstrução tem sido uma rotina para a população local: quando a atividade do Pico do Fogo destrói edificações e lavouras, residentes retornam ao assentamento e restauram casas, plantações e estabelecimentos destinados ao acolhimento de visitantes.

O convívio com o risco geológico marca a vida cotidiana em Chã das Caldeiras. Apesar do histórico de erupções e dos danos ocasionados pela lava em 2014, os habitantes persistem no lugar, mantendo a produção de vinho, a hospedagem turística e a ocupação residencial dentro da cratera.

Relatos da AFP, reproduzidos pelo Malay Mail, descrevem a singularidade do assentamento e a capacidade de seus moradores de reconstruir continuamente após desastres vulcânicos. A continuidade da ocupação reflete a ligação entre os residentes e o território, mesmo diante do perigo representado pela atividade do Pico do Fogo.

Cerca de 700 pessoas vivem dentro da cratera do Pico do Fogo e seguem reconstruindo aldeia após erupções

Imagem: Divulgação

Não há informações adicionais na reportagem sobre medidas governamentais específicas de relocação permanente ou mudanças de política para impedir o retorno dos moradores; o que se registra é a repetida reconstrução comunitária no mesmo local após cada erupção.





Com informações de Clickpetroleoegas