Investidores de alta renda na América Latina têm ampliado a participação no mercado imobiliário de luxo, buscando proteção patrimonial e diversificação fora de seus países de origem, aponta levantamento da consultoria imobiliária JLL.

Segundo o estudo, os compradores de grande patrimônio concentram suas apostas em imóveis residenciais de alto padrão, prédios corporativos, centros logísticos e terrenos com potencial de desenvolvimento. Esses tipos de ativos são vistos como instrumentos para preservar e aumentar a riqueza, além de gerar renda recorrente em mercados considerados mais estáveis.

Os destinos preferidos por esse grupo incluem países e regiões dentro e fora da América Latina. Entre os locais citados estão o Panamá e o Uruguai, na própria região, além do sul da Flórida, nos Estados Unidos, e Madri, na Espanha. A movimentação para mercados internacionais visa reduzir a exposição às oscilações econômicas dos países de origem e ampliar as oportunidades de retorno.

A JLL destaca fatores estruturais que sustentam a atratividade do setor imobiliário na região. Entre eles estão o déficit habitacional em vários países latino-americanos, a expansão da classe média urbana, mudanças demográficas e o aumento da demanda por imóveis para locação, especialmente motivada pelas novas gerações.

No segmento de escritórios, a consultoria observa resiliência: a absorção de espaços comerciais permanece consistente em importantes centros urbanos da região, sem rupturas significativas. Esse comportamento reforça a confiança dos investidores em ativos imobiliários de longo prazo.

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O movimento confirma uma tendência entre famílias de grande patrimônio, que têm priorizado investimentos que combinem segurança, valorização do capital e geração de receita ao longo do tempo, em vez de buscar ganhos rápidos. Esse perfil de alocação consolida o mercado imobiliário como uma das principais âncoras na gestão patrimonial na América Latina.

A preferência por ativos capazes de proporcionar renda recorrente e preservação de capital, aliada à diversificação geográfica, aparece como estratégia central na carteira dos investidores de alto poder aquisitivo, segundo a JLL.

Com informações de Portalin