O novo Steam Machine anunciado pela Valve foi precificado em US$ 1.049, valor que causou surpresa na indústria e entre consumidores após o anúncio feito nesta segunda-feira (22). A empresa afirma que o equipamento não recebe subsídio e que o preço reflete o custo de produção dos componentes.

Ao contrário de fabricantes como Sony, Microsoft e Nintendo, que costumam vender consoles abaixo do custo inicial e recuperar a margem com receitas de software, a Valve adota outro modelo. Segundo o engenheiro Pierre-Loup Griffais, a companhia não compensa o preço do hardware com vendas na loja digital e busca manter o produto o mais próximo possível do custo das peças.

Modelo de preço e custos de produção

Griffais explicou que a Valve tenta estabelecer preços alinhados aos custos de componentes, admitindo que, em ocasiões pontuais, alguns produtos podem ficar ligeiramente abaixo ou acima desse patamar. Contudo, reforçou que o Steam Machine — assim como o Steam Deck — não teve subsídio via lucros do ecossistema de jogos.

Na prática, isso significa que não há margem para reduzir o preço do console esperando recuperar perdas com vendas de jogos, porque a empresa quer que o hardware seja autossustentável. Esse modelo exige que o produto gere pelo menos lucro mínimo para custear produção e possibilitar novos lotes.

Por que o preço é alto

A justificativa técnica para o valor de US$ 1.049 está na alta de preços de componentes provocada pela demanda por chips em data centers de inteligência artificial. A procura maior por memória RAM, unidades de armazenamento e outros semicondutores tornou esses itens mais escassos e caros. Com oferta reduzida, a pressão sobre os preços aumenta, elevando o custo final do dispositivo.

Segundo a Valve, se a escassez de componentes for resolvida, é possível que os preços caiam, mas as previsões mais otimistas apontam para uma virada apenas a partir de 2028.

Valve diz que novo Steam Machine custa US$ 1.049 porque hardware não é subsidiado

Imagem: Divulgação/Valve

Além disso, a empresa negou rumores de que o Steam Deck teria sido subsidiado com recursos da loja, reiterando o mesmo posicionamento adotado para o novo console.





Por fim, a Valve também tem divulgado avanços como o FSR 4.1, cuja implementação vem sendo testada pela comunidade em GPUs Radeon das séries RX 7000 e 6000.

Com informações de Canaltech