O dólar comercial fechou em alta, alcançando seus níveis de fechamento mais elevados em quase três meses, em um dia marcado por maior aversão a risco nos mercados financeiros e pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

A valorização da moeda americana foi impulsionada por uma forte queda nas ações de tecnologia, que detonou uma onda de cautela global entre investidores. Esse movimento de aversão ao risco reforçou a demanda pela divisa, enquanto a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) adote postura mais conservadora também penalizou o desempenho do real.

Na sessão, o dólar registrou alta de 0,88%, terminando o pregão cotado a R$ 5,1866 — o maior patamar de fechamento desde 30 de março. O euro também avançou frente à moeda brasileira, subindo 0,47% e ficando em R$ 5,9015 ao final do dia.

Além do desempenho frente ao real, o dólar apresentou valorização consistente contra outras moedas de países emergentes. Perto do fechamento dos mercados, a divisa americana acumulava alta de 1,07% contra o peso mexicano, 0,82% frente ao rand sul-africano, 0,83% ante o peso chileno e 1,44% contra o florim húngaro.

No âmbito doméstico, os investidores acompanharam a ata da última reunião de política monetária do Banco Central, que trouxe elementos avaliados pelo mercado enquanto agentes reajustavam posições diante do cenário externo mais cauteloso. A combinação de fatores internacionais e leituras locais sobre a condução da política monetária contribuiu para a trajetória de fortalecimento do dólar ao longo do dia.

Dólar sobe a máximas em quase três meses com mau humor global e ata do Copom

Imagem: Divulgação

O fechamento elevou o patamar do dólar comercial em relação ao real, refletindo tanto o movimento de risco global provocado pelas perdas em tecnologia quanto as expectativas em relação ao comportamento futuro do Fed e as interpretações do mercado sobre a ata do Copom.

Com informações de Valor.globo