O Ibovespa B3, principal indicador do mercado acionário brasileiro, encerrou o pregão de quarta-feira (24) com queda de 0,44%, aos 170.506,66 pontos. A perda no índice refletiu, sobretudo, a retração nos preços do petróleo, que afetou as ações de empresas do setor.
Com a expectativa de normalização do tráfego de navios no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio global de petróleo — as cotações da commodity recuaram pelo terceiro dia seguido. O petróleo tipo Brent chegou a cair mais de 4% ao longo do pregão, pressionando os papéis da Petrobras, que fecharam com baixa superior a 2%.
Setores ligados ao minério de ferro também contribuíram para o desempenho negativo do Ibovespa. As ações da Vale registraram desvalorização de 2% durante o dia.
Oscilação do pregão
No pregão, o índice oscilou entre máxima intradiária de 171.342,05 pontos e mínima de 169.668,34 pontos. O volume financeiro negociado na B3 atingiu R$ 27,60 bilhões.
Dólar
Em um contexto de fortalecimento da moeda americana no exterior, o dólar fechou em alta de 0,29% frente ao real, cotado a R$ 5,20. O movimento de valorização internacional da divisa foi atribuído a incertezas sobre a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos, com analistas apontando maior probabilidade de elevação dos juros, o que tende a apoiar a moeda norte-americana.
Bolsas em Nova York
As bolsas de Nova York tiveram fechamento sem padrão único nesta quarta-feira. O índice Nasdaq, que reúne empresas de tecnologia, recuou novamente, influenciado por questionamentos dos investidores sobre a capacidade de lucro de companhias envolvidas com o desenvolvimento de inteligência artificial.
Imagem: Divulgação/B3
Por sua vez, o Dow Jones apresentou alta de 0,36%, fechando em 51.850,87 pontos. O S&P 500 encerrou em 7.358,39 pontos, com queda de 0,10%, enquanto o Nasdaq recuou 0,43%, terminando o dia em 25.476,64 pontos.
O pregão refletiu, assim, a combinação de fatores externos e setoriais que pesaram sobre o índice e sobre ativos sensíveis às variações do petróleo e às expectativas de juros nos Estados Unidos.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6