A Amazon apresentou, durante a CES 2026, um plano para intensificar a personalização da assistente virtual Alexa e assim competir diretamente com soluções de inteligência artificial conversacional, como o ChatGPT. Segundo executivos da empresa, o objetivo é reposicionar a Alexa como plataforma integrada ao cotidiano dos usuários.

Reforço na plataforma de IA

Lançada em 2014, a Alexa conquistou espaço em milhões de residências. No entanto, com a chegada do ChatGPT, em 2022, a Amazon precisou revisar sua abordagem. Em 2025, a companhia introduziu a Alexa+, versão com recursos avançados de IA, e, em 2026, colocou no ar o site Alexa.com, permitindo acesso direto pelo navegador.

Interações mais personalizadas

Panos Panay, chefe de dispositivos e serviços, destacou que o diferencial da Alexa está na capacidade de entender contexto entre diferentes aparelhos e serviços. A assistente pode, por exemplo, lembrar de preferências registradas e antecipar necessidades: depois de mencionar a falta de uma coleira para cachorro, o usuário recebeu sugestões personalizadas ao retornar para casa; em outro caso, ao buscar opções de restaurante, a Alexa listou estabelecimentos previamente visitados e ofereceu até realizar reserva.

Resultados e desafios

De acordo com a Amazon, a nova versão da assistente dobrou o número de interações dos usuários em relação à geração anterior. Apesar disso, pesquisa da Consumer Intelligence Research Partners, de agosto, indica que a maioria ainda utiliza dispositivos Echo principalmente para tocar música. A empresa busca, portanto, ampliar a percepção do público sobre as funções práticas da Alexa.

Expansão para fora de casa

Outro pilar da estratégia é levar a Alexa para ambientes externos. Daniel Rausch, vice-presidente das divisões de Alexa e Echo, revelou planos para reforçar a integração com dispositivos vestíveis, como os Echo Frames. A aquisição da startup Bee, que desenvolve pulseira capaz de registrar e resumir conversas, também faz parte do esforço de ampliar o uso da assistente fora do lar. Funcionalidades voltadas a wearables devem ser lançadas nos próximos anos.

Imagem: Divulgação

Privacidade e controle de dados

Questionado sobre riscos de privacidade e o uso da Alexa+ para estimular compras na Amazon, Panay afirmou que a empresa oferece ao usuário opções para definir o período de armazenamento de gravações e transcrições. Para ele, a transparência e o valor entregue pela tecnologia contribuirão para aumentar a disposição dos consumidores em compartilhar seus dados.

Com informações de Olhardigital