OMS alerta para emergência de saúde pública causada por calor extremo na Europa
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou neste domingo (28) que a Europa é o continente que mais aquece no planeta e enfrenta uma nova emergência de saúde pública provocada pelo calor extremo.
De acordo com Tedros, cerca de 150 milhões de pessoas estão atualmente sob condição de calor extremo no continente. Ele informou que, desde 21 de junho, foram registradas mais de 1.300 mortes em excesso associadas às altas temperaturas. No sábado, termômetros marcaram níveis recordes em diversas localidades europeias.
O chefe da OMS relacionou a intensidade e a frequência das ondas de calor ao avanço das mudanças climáticas, dizendo que “Fomos avisados”. Ele afirmou que episódios que antes eram vistos como ocorrências “de uma geração” agora têm ocorrido quase todos os anos.
A atual onda de calor levou as temperaturas a ultrapassar os 40°C em partes da Europa, obrigou o fechamento de escolas, aumentou a pressão sobre as redes de energia e prejudicou sistemas de transporte. A France informou, por meio da Santé publique France, cerca de 1.000 mortes adicionais desde 24 de junho, segundo dados preliminares sujeitos a revisão. Em Londres, câmeras térmicas chegaram a registrar temperaturas de até 65°C.
Tedros caracterizou o estresse térmico como um “assassino silencioso” e ressaltou que residências, escolas e locais de trabalho europeus não foram projetados para suportar temperaturas tão elevadas. A OMS destacou que o calor extremo não atinge apenas idosos e pessoas com doenças pré-existentes, mas também trabalhadores expostos ao ar livre, crianças e moradores de habitações pouco adaptadas.
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A organização internacional disse estar colaborando com países europeus para reforçar a preparação dos sistemas de saúde, aprimorar respostas de emergência e reduzir mortes evitáveis. Entre as recomendações estão a elaboração de planos nacionais de ação para calor extremo, sistemas de alerta antecipado, proteção de grupos vulneráveis, adaptação de edifícios e melhor coordenação entre serviços de saúde, governos locais e defesa civil.
A OMS aponta que a Europa vem aquecendo a uma taxa aproximadamente duas vezes maior que a média global, e, na avaliação de Tedros, a atual onda de calor demonstra que a questão deixou de ser um evento sazonal isolado, exigindo planejamento permanente de saúde pública.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6