As Forças Armadas da Rússia anunciaram ter lançado seu míssil hipersônico Oreshnik contra uma infraestrutura crítica na Ucrânia na madrugada desta sexta-feira. Segundo o Ministério da Defesa russo, a operação foi uma resposta a uma suposta tentativa de ataque com drones ucranianos contra uma das residências do presidente Vladimir Putin no final de dezembro, incidente que Kiev classificou como inverídico.

É a segunda ação conhecida envolvendo o sistema Oreshnik, considerado de alcance médio e, de acordo com o presidente Putin, desloca-se a velocidades superiores a dez vezes a do som, tornando-se “impossível de interceptar”. Projetado para transportar ogivas convencionais ou nucleares, não há indícios de que a versão empregada no ataque estivesse equipada com armamento atômico.

Além do disparo hipersônico, as forças russas informaram que também mobilizaram drones e armamentos terrestres e marítimos de longo alcance e alta precisão. Em nota oficial, o Ministério da Defesa declarou que os objetivos incluíam uma fábrica de produção de drones, apontada como responsável pela ação contra a residência presidencial na região de Novgorod, e instalações de energia.

O governador da região de Lviv, Maksym Kozytskyi, confirmou que elementos de infraestrutura crítica foram atingidos. Mídia local apontou como provável alvo um campo de gás em Stryi, dotado de grande complexo de armazenamento. Até o momento, não há informações sobre vítimas ou extensão dos danos.

Correspondentes de guerra russos divulgaram um vídeo que, segundo eles, registra o momento em que o Oreshnik atinge o solo no oeste ucraniano. Nas imagens, é possível observar seis flashes sobre um cenário coberto de neve, seguidos por um estrondo intenso e múltiplas explosões. A agência Reuters informou não ter conseguido verificar a autenticidade do material.

Imagem: Divulgação

O governo ucraniano rejeitou veementemente as alegações de tentativa de ataque ao Palácio de Konstantinovo, referindo-se ao episódio como “uma mentira absurda” com o objetivo de atrapalhar negociações de paz. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou não acreditar que o incidente tenha ocorrido conforme descrito pela Rússia, mas admitiu que “algo” pode ter acontecido nas proximidades.

As forças russas afirmam que os alvos designados foram neutralizados, porém Kiev segue em silêncio sobre os impactos reais do ataque.

Com informações de Infomoney