O relatório “Sounds of 2026”, produzido em parceria entre a plataforma de samples Splice e a consultoria MIDiA Research, identifica o Brasil como um dos principais vetores das novas microtendências que devem moldar a cena musical global nos próximos anos. Divulgado recentemente, o estudo destaca três forças centrais para explicar o fim do “som dominante”: a fragmentação de gostos, o protagonismo dos criadores independentes e a influência crescente de ritmos brasileiros.
Quem e o quê: Splice, conhecida por sua biblioteca de samples e ferramentas para produção musical, uniu-se à MIDiA Research para mapear padrões de consumo em plataformas de streaming, redes sociais e marketplaces de áudio. O levantamento aponta que artistas de diferentes regiões adotam abordagens cada vez mais segmentadas para captar públicos específicos.
Quando e onde: O relatório, divulgado em meados de 2023, analisou dados globais de mais de 50 plataformas digitais e conversas em redes sociais, considerando indicadores de engajamento, volume de produção de conteúdo e movimento de samples. As conclusões focam no período até o ano de 2026, com projeções sobre a evolução de nichos musicais.
Como: Segundo o estudo, a facilidade de acesso a ferramentas de criação e distribuição tem estimulado produtores a explorar combinações inusitadas de gêneros — do rap ao forró eletrônico —, direcionando lançamentos a microaudiências ávidas por novidades. Essa disseminação de subgêneros reduz a relevância de um único som dominante.
Por quê: A influência brasileira aparece em destaque graças ao efeito global de ritmos como funk, bossa nova e forró, adaptados por criadores em diferentes continentes. Essas sonoridades servem de base para novas variações e sample packs, impulsionando tendências locais que acabam ganhando adesão internacional.
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O relatório conclui que, diante desse cenário, gravadoras e plataformas terão de ajustar suas estratégias de curadoria e marketing, focando em microtendências em vez de investir exclusivamente em lançamentos de apelo massivo. A fragmentação do gosto reforça a importância de dados e da colaboração direta com criadores para antecipar movimentos no mercado musical.
Com informações de Mundodamusicamm

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6