Transmissão: Record
O sobrenome Oncins voltou a ter destaque nas quadras, agora no pickleball dos Estados Unidos. A trajetória da família começa com o patriarca Eduardo Oncins, que deixou a Catalunha ainda jovem e se estabeleceu no Brasil, tornando-se sócio do Clube Paineiras do Morumby. Foi ali que seus filhos — Eduardo, Alexandre e Jaime — começaram no esporte.
Jaime Oncins, conhecido como Jaiminho, teve longa carreira no tênis profissional: alcançou a 34ª posição no ranking mundial, conquistou dois títulos da ATP, faturou US$ 1.211,476 em prêmios oficiais e foi peça importante na campanha do Brasil até a semifinal da Copa Davis em 1992. Há 12 anos, Jaiminho, hoje com 56 anos, vive nos Estados Unidos, em Monte Verde, região de Orlando (Flórida), onde coordena o programa de tênis da Montverde Academy, preparando alunos do ensino médio para o circuito universitário, como fez com o filho Eric.
Foi em uma quadra pública de Orlando, enquanto batia bola com o filho, que pai e filho tiveram o primeiro contato com o pickleball. A curiosidade os levou a experimentar o esporte, que despertou em Jaime a vontade de voltar a competir. Após convite do então líder do circuito Steve Kennedy, ele passou a disputar torneios para satisfazer essa necessidade competitiva, retomando treinos sempre que o trabalho permite e enfrentando adversários profissionais mais jovens.
Atualmente Jaiminho integra o circuito APP (Association of Pickeball Players), na categoria Champions Acima de 50 anos. No ranking, está como líder nas duplas mistas ao lado de Lee Whitwell e ocupa a segunda posição no ranking masculino. Os eventos da categoria em que participa oferecem prêmios de até US$ 4 mil aos vencedores.
O filho Eric, de 24 anos, compete no circuito da PPA (Professional Pickleball Association) e figura na nona colocação. Ele se formou em Estudos Gerais enquanto jogava tênis universitário na Florida Golf Coast University e migró para o pickleball, seguindo a influência do pai. No Carvana PPA Tour, os principais torneios chegam a pagar até US$ 90 mil aos campeões. Pai e filho já disputaram competições juntos, ampliando a tradição da família com esportes de raquete.
Jaiminho destaca a expansão do pickleball globalmente, citando a competição entre APP e PPA e investimentos fortes na Ásia — incluindo Malásia, Tailândia e Vietnã — assim como o crescimento na Europa e a possibilidade de inclusão em Jogos Olímpicos, com menção à Austrália (Brisbane 2032). O esporte também tem atraído atenção do ambiente universitário norte-americano, com interesse em inseri-lo em programas de bolsas para atletas.
Segundo dados de 2025, cerca de 24 milhões de pessoas praticam pickleball nos Estados Unidos. Entre 2020 e 2025 o crescimento foi de 479%, a maior taxa entre os esportes do país, colocando o pickleball entre os 25 mais praticados, conforme o Topline Participation Report.
Imagem: DivulgaçãoJaime Oncins comemorando uma partida de pickleball
Sobre a chegada da modalidade ao Brasil, Jaiminho avalia que ainda há espaço para expansão, lembrando o exemplo do beach tennis e afirmando que o esporte é acessível a todas as idades. Ele recomenda que brasileiros interessados em se profissionalizar considerem um intercâmbio nos Estados Unidos, onde o nível competitivo e o desenvolvimento técnico são mais avançados.
O que é o pickleball?
O pickleball nasceu por acaso em 1965, na Ilha de Bainbridge, próxima a Seattle. Três amigos — Barney McCallum, Bill Bell e Joel Pritchard — improvisaram um jogo misturando elementos de badminton e tênis de mesa, usando raquetes improvisadas e uma bola plástica perfurada. Com o tempo, o esporte ganhou regras próprias e estrutura, incorporando características de tênis, badminton e tênis de mesa.
A quadra tem 13,41 m de comprimento por 6,10 m de largura, com uma zona próxima à rede de 2,13 m em cada lado conhecida como “cozinha”, onde volear é proibido. A rede mede 91,4 cm nas extremidades e 86,3 cm no centro. O saque é realizado abaixo da cintura; os jogos vão a 11 pontos, com necessidade de vantagem de dois pontos, e após o saque a bola deve quicar uma vez em cada lado antes de voos serem permitidos.
A bola é de plástico duro, com diâmetro de 7,4 cm e peso máximo de 26 gramas. Em quadras externas, costuma-se usar bolas com 40 furos para reduzir efeito do vento; em quadras internas, as bolas com 26 furos são mais leves e macias, diminuindo a velocidade das trocas.
O esporte tem atraído ex-jogadores de raquete devido à curva de aprendizado, mas exige visão de jogo, controle de toque e reflexos, além de estratégias para criar espaços em uma quadra menor.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6