A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o preço da gasolina no Brasil deve seguir a tendência de queda observada internacionalmente em outros combustíveis, após a redução do preço do petróleo no mercado externo.

Em comunicado sobre a política de preços da estatal, Magda destacou que “todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais” e que, no caso da gasolina, “é a mesma coisa”. A executiva afirmou ainda que a companhia acompanha o cenário global diariamente, mas procura não transmitir ao mercado interno “volatilidade e a ansiedade”.

Reajustes e cortes recentes

Na terça-feira (30), a Petrobras anunciou redução no preço do óleo diesel de R$ 0,35 por litro. Já na quarta-feira (1º), a diminuição anunciada foi para o querosene de aviação (QAV), com corte de 14,5%.

Magda lembrou também que, em 29 de maio de 2026, a Petrobras promoveu um reajuste de R$ 0,48 por litro na gasolina, mas aderiu a uma subvenção do governo federal de R$ 0,44 por litro, o que resultou em aumento efetivo de R$ 0,04 por litro para as distribuidoras.

Efeito do conflito no Oriente Médio

A estatal atribui as recentes oscilações nos preços à influência do conflito no Oriente Médio sobre o mercado petrolífero. O principal impacto inicial foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem pela qual, antes do conflito, cerca de 20% da produção mundial de óleo e gás era escoada. A redução temporária da oferta levou à alta dos preços.

Com a retomada das travessias por navios petroleiros, o barril de referência Brent voltou a ser negociado em torno de US$ 70, patamar semelhante ao anterior ao conflito, após ter alcançado preços superiores a US$ 110 nos momentos de maior tensão.

Abordagem da Petrobras

Magda Chambriard disse que a empresa adota uma leitura cautelosa do mercado e procura evitar ajustes diários de preços. “Vamos acompanhar a tendência, mas não todos os dias”, declarou, observando que a gasolina “custou para subir” e que a política atual busca não reproduzir a volatilidade do passado, que chegou a prejudicar a participação de mercado da companhia.

29/05/2026 — Gasolina deve acompanhar tendência internacional de queda, diz presidente da Petrobras

Imagem: Agencia-brasil

Segundo a presidente, a gestão dos preços é feita “com muita calma, muito profissionalismo”, com o objetivo de atender à sociedade oferecendo produtos com preços compatíveis e, ao mesmo tempo, preservar a posição da Petrobras no mercado.

Retirada de subsídios

A melhora nos preços internacionais motivou o governo federal a iniciar a retirada de subsídios a empresas produtoras e importadoras de combustíveis. No mesmo dia do corte do diesel, foi encerrado um alívio de R$ 0,35 aplicado ao combustível utilizado majoritariamente por caminhões e ônibus.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo avalia também a retirada do subsídio de R$ 0,44 que incide sobre a gasolina. Questionada sobre a possibilidade de a Petrobras reduzir o preço da gasolina antes da eventual retirada desse subsídio, Magda considerou a pergunta “prematura”.

As decisões seguem a lógica de ajustar a atuação da estatal ao comportamento dos preços internacionais, mantendo a supervisão sobre eventuais efeitos no mercado interno.

Com informações de Portalin