Pesquisadores da Universidade da Virgínia Ocidental desenvolveram uma mão robótica com cinco “dedos” macios destinada a colher frutas sensíveis, como morango, framboesa e tomate, sem causar danos. A equipe afirma que a tecnologia busca reduzir perdas estimadas em cerca de 25% durante a colheita, causadas por pressão inadequada de mãos humanas ou máquinas convencionais.

Quem e onde

O protótipo foi criado por pesquisadores da Universidade da Virgínia Ocidental, com participação de membros do Departamento de Engenharia Mecânica, de Materiais e Aeroespacial. Um dos líderes do projeto é o professor assistente Anand Mishra.

O que é e como funciona

A mão robótica, inspirada no formato de estrelas-do-mar, possui cinco dedos fabricados em silicone e poliuretano, materiais que conferem flexibilidade para adaptar-se à forma do fruto. O mecanismo suporta o levantamento de objetos de até 1 kg.

Além da estrutura macia, o dispositivo combina recursos visuais e táteis: uma pequena câmera posicionada no centro da mão permite identificar, por imagem, quando o fruto aparenta estar maduro; sensores nas pontas dos dedos realizam toques leves para avaliar características que ajudam a determinar o grau de maturação, como peso, textura da casca e o nível de fixação ao caule.

Por que foi desenvolvido

A motivação do projeto é enfrentar a dificuldade de máquinas tradicionais em colher alimentos frágeis sem causar amassados ou perdas. Enquanto equipamentos maiores agilizam a colheita de culturas mais resistentes, frutas pequenas e delicadas ainda dependem de operações minuciosas para manter a qualidade.

Testes e próximos passos

O protótipo passou nos ensaios realizados pelos pesquisadores, segundo o grupo. Anand Mishra informou que a equipe já trabalha em uma versão mais escalável da “garra” com o objetivo de implementá-la em plantações no prazo de dois a quatro anos.

Mão robótica com dedos macios promete colher frutas delicadas sem danificar

Imagem: Divulgação

Possíveis aplicações além do campo

Os pesquisadores também apontam aplicações potenciais fora da agricultura, citando missões espaciais e operações subaquáticas como ambientes que podem se beneficiar da combinação de precisão e toque delicado oferecida pela tecnologia.

A tecnologia ainda está em desenvolvimento e será levada ao campo conforme avanços na escalabilidade e na adaptação às condições reais de colheita.

Com informações de Olhardigital