A inadimplência de aluguel em São Paulo registrou alta em maio de 2026, alcançando 3,01%, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica. O resultado representa aumento de 0,27 ponto percentual em relação a abril, quando a taxa estava em 2,74%.
Na comparação anual, a variação foi pequena: a taxa ficou 0,04 ponto percentual abaixo da observada em maio de 2025, quando era de 3,05%.
Apesar do avanço no mês, São Paulo manteve-se abaixo da média nacional, que fechou maio em 3,22%.
Desempenho por regiões
O Nordeste teve a maior taxa do país, com 5,39% em maio, alta de 0,41 ponto percentual sobre abril (4,98%). O Norte apareceu em segundo lugar, com 4,38%, praticamente estável frente a abril (4,37%).
No Sudeste houve elevação para 3,15% (ante 2,94% em abril), enquanto o Centro-Oeste recuou para 2,85%, queda de 0,12 ponto percentual. O Sul manteve a menor taxa nacional, em 2,67%, com aumento marginal de 0,02 ponto percentual.
O índice da Superlógica é calculado mensalmente a partir de dados internos da plataforma e, nesta edição, considerou mais de 800 mil locatários em todo o Brasil. São considerados inadimplentes os locatários com boletos vencidos há mais de 60 dias ou pagos com atraso superior a 60 dias.
Inadimplência por tipo de imóvel e faixa de valor
No Sudeste, todos os segmentos registraram alta em maio. Imóveis comerciais passaram de 3,92% em abril para 4,16% em maio; as casas subiram de 3,20% para 3,62%; e os apartamentos voltaram ao patamar de março, com 2,27%, após terem apresentado 2,00% em abril.
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Na análise nacional por faixa de valor, praticamente todas as categorias tiveram aumento. Entre os aluguéis de até R$ 1.000, a inadimplência residencial subiu de 5,56% para 6,31% e a comercial avançou de 7,00% para 7,60%. A única queda registrada ocorreu nas locações comerciais na faixa de R$ 8.000 a R$ 13.000, de 4,15% para 3,99%.
As menores taxas foram observadas nas faixas entre R$ 2.000 e R$ 3.000: 1,91% para residenciais e 3,52% para comerciais. Já os aluguéis acima de R$ 13.000 tiveram aumento expressivo: residenciais passaram de 4,52% em abril para 6,16% em maio (alta de 1,64 ponto percentual) e comerciais subiram 0,47 ponto percentual, para 4,90%.
Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, afirmou que contratos de maior valor preocupam administradoras pelo impacto financeiro e que o perfil desses locatários inclui empreendedores e empresários, que têm enfrentado maior pressão por fatores como carga tributária, menor giro da economia e custo de crédito mais elevado.
No total do país, os três segmentos apresentaram alta em maio: casas passaram de 3,31% para 3,69%, apartamentos de 2,11% para 2,35% e imóveis comerciais de 4,21% para 4,39%.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6