As baterias de íons de sódio vêm ganhando protagonismo no mercado de armazenamento de energia e têm potencial para representar cerca de 40% do setor até 2035, movimentando aproximadamente US$ 800 bilhões na próxima década, segundo projeção do banco Morgan Stanley.

O principal entrave da tecnologia continua sendo a densidade energética inferior em comparação às baterias de lítio, o que limita seu emprego em aplicações que exigem maior autonomia. Mesmo assim, especialistas avaliam que avanços técnicos podem elevar sua competitividade, sobretudo em sistemas estacionários de armazenamento e em segmentos específicos da mobilidade elétrica.

Além das características químicas e de custo, o desenvolvimento das baterias de sódio se insere numa mudança estrutural do setor energético. A demanda por eletricidade vem subindo, alimentada pela digitalização da economia, pelo uso crescente de inteligência artificial e pela ampliação da frota de veículos elétricos, circunstâncias que pressionam por soluções de armazenamento mais eficientes e econômicas.

Para o mercado financeiro, a abertura desse novo espaço amplia as oportunidades de investimento ligadas à transição energética. Fabricantes de baterias, empresas de mineração, operadores de infraestrutura elétrica e companhias especializadas em armazenamento aparecem como potenciais beneficiários do crescimento esperado. Além da compra direta de ações, analistas sugerem que fundos negociados em bolsa (ETFs) focados em energia limpa e tecnologia podem ser alternativas para acompanhar a evolução do segmento.

Baterias de sódio avançam e podem movimentar US$ 800 bilhões até 2035

Imagem: Divulgação

A consolidação das baterias de sódio não deve deslocar imediatamente o domínio do lítio, mas deve diversificar as tecnologias disponíveis para a próxima fase da transição energética global, estimulando competição por inovação, investimentos e ganhos de eficiência em um setor estratégico da economia mundial.

Com informações de Portalin