Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 2026 – O trio Janaju estreia com o álbum Lindeira em 28 de janeiro, apresentando dez faixas que transitam entre composições autorais e um pot-pourri de quatro canções de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, gravadas originalmente entre 1966 e 1968. A praça de repertório inclui “As canções que você fez pra mim”, “Eu te amo, te amo, te amo”, “Se você pensa” e “É preciso saber viver”.

Formado por Jurema de Cândia, Nair de Cândia e Jaime Alem, o Janaju retoma uma parceria familiar e profissional que se estende desde a década de 1970. Jaime e Nair já haviam lançado o álbum Jaime & Nair em 1974, enquanto Jurema atua como backing vocal de Roberto Carlos desde 2001 e completa 25 anos na banda RC 9 em 2026.

Antes de integrar o Janaju, Jaime Alem foi maestro e diretor musical de Maria Bethânia por 25 anos, de 1985 a 2010, tendo iniciado a conexão com a cantora em 1982, quando assina os arranjos vocais do show Nossos momentos, com Jurema e Nair em apoio vocal.

No violão e na viola, Jaime explora timbres que remetem às paisagens rurais brasileiras. Essa identidade sonora está presente em “O rio que chora”, parceria dele com a poeta Etel Frota, cuja ambientação lembra referências a Milton Nascimento. Outro destaque é “Lá onde eu moro”, faixa de balanço percussivo que ganhou videoclipe.

A canção-título, “Lindeira”, também assinada por Alem e Etel Frota, exibe arranjos vocais refinados, pontuados pela sanfona de João Carlos Coutinho. Em “Terra de heróis”, de Carlos Rocha e João Marcos Alem, ecos de Minas Gerais e do movimento Clube da Esquina fortalecem o vínculo afetivo com a região.

Imagem: Nando Chagas / Divulgação

O repertório original prossegue com “Recém-nascido”, onde as percussões de Reginaldo Vargas sustentam a melodia, e “Sonhos e contos reais”, de Carlos Rocha e Jaime Alem, que remete ao Boca Livre em seus vocais suaves. “Enigma” e “Nem vem” valorizam as harmonizações do trio, e encerram o disco “Catira do Pinheiro”, parceria de Jaime Alem com Paulo César Pinheiro que celebra o cateretê com a marca dos tambores e violas.

Com produção cuidadosa e narrativa musical que evoca rios, matas e trajetórias artísticas, Lindeira consolida o Janaju em uma tradição de cantoria e repertório brasileiro.

Com informações de G1