O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (6), recuando 0,93% e encerrando o pregão aos 172.447,58 pontos. O índice, que havia fechado a semana passada por volta dos 174 mil pontos, foi pressionado principalmente pelas ações de maior peso, as chamadas blue chips.

No exterior, o mercado reagiu a dados do setor de serviços dos Estados Unidos que vieram abaixo do esperado, reforçando a percepção de perda de fôlego da economia americana após um Payroll fraco em junho. Analistas apontam que esses indicadores reduziram as apostas em novo aperto da política monetária pelo Federal Reserve.

No mercado doméstico, investidores também acompanharam o Boletim Focus, que ajustou para baixo a projeção de inflação para 2026. A estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feita pelo mercado financeiro para este ano foi revista para 5,30%, ante 5,33% na semana anterior.

Entre os papéis que mais pesaram no pregão, estiveram Petrobras, Vale e grandes bancos, todos encerrando o dia em queda. A petroleira teve baixa de 1,25%, contribuindo de forma significativa para o desempenho negativo do índice.

Oscilação intradiária e volume

Ao longo do dia, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 174.057,47 pontos e a mínima de 171.621,70 pontos. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 17,2 bilhões.

Dólar

Na ponta cambial, o real se valorizou frente ao dólar, apoiado pela alta de commodities como soja e minério de ferro e por um resultado recorde nas exportações de carne, fatores que elevaram a entrada de dólares pela via comercial. Com isso, o dólar comercial caiu 0,70%, fechando a R$ 5,14.

Ibovespa recua 0,93% nesta segunda-feira, pressionado por blue chips; dólar comercial cai a R$ 5,14

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Bolsas em Nova York

Após o feriado da última sexta-feira, o pregão nas bolsas de Nova York foi de recuperação, impulsionado por maior otimismo quanto à trajetória da política monetária e por alívio no setor de tecnologia. O Nasdaq avançou 1,12%, o S&P 500 subiu 0,72% e o Dow Jones teve alta de 0,29%.

O mercado monitorará os desdobramentos dos indicadores econômicos internacionais e as próximas divulgações domésticas para avaliar o rumo dos ativos nos próximos dias.

Com informações de Borainvestir.b3