O estado do Oregon apresentou nova tentativa para atrasar a fusão entre Paramount e Warner Bros., pedindo à Justiça uma suspensão de 60 dias na negociação para que documentos que, segundo a Procuradoria-Geral estadual, ainda não foram recebidos possam ser analisados. A transação entre as companhias está avaliada em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 564 bilhões).
Pedido do Oregon amplia pressão sobre a fusão
O procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, informou que vai recorrer ao Tribunal do Condado de Multnomah para impedir a conclusão do acordo até que o estado tenha acesso ao material requisitado. Embora a Paramount tenha comunicado que não pretende encerrar a operação antes de 16 de julho, o governo estadual considera esse prazo insuficiente para a revisão dos documentos.
Rayfield criticou a postura da empresa, afirmando que não aceitará manobras para agilizar a fusão sem transparência. Segundo ele, os moradores do Oregon têm interesses concretos na negociação, tanto na indústria cinematográfica local quanto na economia e nas escolhas como consumidores.
Projeto Warrior e outros documentos no foco
Parte do pedido de documentos envolve o chamado “Projeto Warrior”, nome interno da Paramount para iniciativas relacionadas à obtenção de aprovações regulatórias para a operação. As autoridades do Oregon também exigem informações sobre esforços de lobby junto ao governo de Donald Trump, participação da Paramount no processo de aprovação regulatória, registros vinculados ao Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e outros documentos que julgam relevantes para a investigação.
Reportagens citadas pelo estado indicam que Larry Ellison, bilionário cofundador da Oracle e pai do CEO da Paramount, David Ellison, manteve laços com Donald Trump, e que a empresa contratou ex-integrantes do governo. Em resposta às solicitações, a Paramount afirmou que os materiais pedidos “não têm relação com a conformidade desta transação com as leis antitruste do Oregon” e que já entregou toda a documentação considerada relevante, defendendo que a fusão é legal e pró-competitiva.
Imagem: Divulgação
Estados e órgãos federais acompanham desdobramentos
Além do Oregon, estados como Califórnia e Nova York avaliam recorrer à Justiça para contestar a operação caso entendam que ela reduzirá a concorrência de forma ilegal. O próprio Departamento de Justiça federal declarou que acredita que a fusão “aumentaria a concorrência em todo o ecossistema de mídia e entretenimento, com benefícios para os consumidores e trabalhadores americanos”.
A Paramount afirma que a combinação com a Warner Bros. vai reforçar sua posição frente a concorrentes como Netflix e Disney, enquanto representantes da indústria — atores, roteiristas e outros profissionais — têm manifestado preocupação sobre possíveis impactos no emprego. Caberá ao Judiciário decidir se a solicitação do Oregon poderá atrasar a conclusão do negócio.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6