Uma juíza federal dos Estados Unidos determinou, nesta semana, o arquivamento definitivo da ação movida pela poetisa autopublicada Kimberly Marasco contra a cantora Taylor Swift. Moradora da Flórida, Marasco afirmava que versos de seus poemas haviam sido apropriados em mais de uma dúzia de canções lançadas entre 2019 e 2024, incluindo faixas dos álbuns Lover (2019), Folklore (2020), Evermore (2020), Midnights (2022) e The Tortured Poets Department (2024).
A juíza Aileen Cannon, do Tribunal Federal do Distrito Sul da Flórida, rejeitou todas as alegações apresentadas por Marasco e encerrou o processo sem possibilidade de reabertura, conforme noticiado pela Billboard. Na decisão, Cannon avaliou que as supostas semelhanças entre os textos se restringiam a palavras comuns, conceitos universais e metáforas amplamente utilizadas — elementos que não recebem proteção pela legislação de direitos autorais dos Estados Unidos.
O documento cita exemplos apontados pela autora, como termos isolados — “lágrimas”, “fogo”, “chuva”, “amor” e “invisível” — além de temas gerais, como a representação de “uma mulher trabalhando em um ambiente corporativo dominado por homens” e a ideia de “manipulação psicológica”. Segundo a magistrada, “esses são temas, conceitos e palavras isoladas quintessenciais — exatamente o tipo de material que a lei autoral não protege”.
Marasco já havia movido ação semelhante em 2024, também arquivada por Cannon em setembro daquele ano. À época, a poetisa foi advertida de que teria uma última oportunidade para apresentar queixas adicionais. Ainda assim, voltou a protocolar nova petição, incorporando músicas de The Tortured Poets Department, entre elas “I Can Do It With a Broken Heart” e “The Manuscript”. Essas adições foram igualmente rejeitadas pela juíza, que considerou o conteúdo novo como não protegível.
A defesa de Taylor Swift negou irregularidades desde o início, e o advogado Douglas Baldridge qualificou o segundo processo como “frívolo e assediador”. Cannon concordou com essa avaliação e encerrou o caso com prejuízo, impedindo nova tentativa de emenda à petição ao afirmar que os defeitos são inerentes às obras e não passíveis de correção por redraft.
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Marasco declarou que pretende recorrer da decisão, mas especialistas em direito autoral que acompanharam o caso consideram remotas as chances de reforma na apelação. O desfecho foi divulgado poucos dias após o anúncio do casamento entre Taylor Swift e Travis Kelce, e põe fim a mais de dois anos de litígio. Representantes da cantora não comentaram o resultado.
Com informações de Rollingstone

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6