A produção brasileira de azeite de oliva atingiu 1,4 milhão de litros em 2026, o maior volume já registrado pela olivicultura nacional. O dado consta de levantamento do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e representa avanço expressivo em relação às safras anteriores.

Segundo o Ibraoliva, o total de 1,4 milhão de litros corresponde a um crescimento de 496,7% em comparação com os 240,3 mil litros produzidos em 2025 e supera em 123,9% o recorde anterior, de 640,2 mil litros, registado em 2023.

O instituto atribui o desempenho principalmente à recuperação das condições climáticas após a safra de 2025, que sofreu impactos de eventos adversos, e ao aprimoramento técnico ao longo da cadeia produtiva. O avanço no manejo dos olivais e a maior organização dos produtores foram apontados como fatores determinantes para o aumento da produção.

O Rio Grande do Sul manteve a liderança nacional e respondeu por cerca de 82% da produção, com 1,17 milhão de litros. Esse volume representa um salto de 514,8% sobre a safra de 2025 e fica 101,6% acima do recorde estadual de 2023.

Entre as demais regiões, a Mantiqueira aparece com 250 mil litros, seguida por Santa Catarina (10 mil litros), Paraná (2,5 mil litros) e Espírito Santo (1,5 mil litros).

Para a vice-presidente do Ibraoliva, Solange Neves, o novo recorde reflete o amadurecimento da atividade no país. Ela destacou a organização dos produtores, as parcerias entre instituições públicas e privadas e o aperfeiçoamento das técnicas de cultivo como elementos que vêm permitindo melhor enfrentamento dos desafios climáticos e elevação da qualidade do produto.

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Além do volume de produção, o instituto ressalta os impactos econômicos locais: o fortalecimento da olivicultura tem dinamizado cadeias ligadas ao processamento das azeitonas e impulsionado o turismo rural, em especial no Rio Grande do Sul, onde há aproximadamente 390 produtores e 31 lagares responsáveis pela extração do azeite.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, afirmou que a produção de 2026 superou as expectativas do setor, que previa um volume inferior a 1 milhão de litros. Madalena também ressaltou o reconhecimento internacional adquirido pelos azeites gaúchos, evidenciado por premiações em concursos especializados.

De acordo com o Ibraoliva, o novo recorde confirma a evolução da olivicultura brasileira nas últimas duas décadas, sustentada por investimentos em tecnologia, melhorias no manejo dos olivais e colaboração entre produtores, entidades representativas e poder público, consolidando o Brasil como um mercado em expansão para azeites de oliva de alta qualidade.

Com informações de Portalin