Pesquisa publicada na Nature indica que seleção natural continuou a moldar o genoma humano recentemente

Um estudo divulgado na revista Nature mostra que a seleção natural continuou a influenciar o DNA humano ao longo dos últimos 10 mil anos. A pesquisa, baseada na análise de 16 mil genomas, identificou centenas de variantes genéticas relacionadas a características observadas na população atual, sugerindo que a evolução humana permanece em curso e pode estar ocorrendo em ritmo mais acelerado do que se supunha.

Segundo os autores do estudo, a investigação localizou centenas de variantes genéticas que se tornaram mais ou menos frequentes nesse intervalo de tempo, ligadas a traços fenotípicos e predisposições presentes hoje. Entre as mudanças apontadas pelos resultados estão o aumento na frequência de características como cabelos ruivos e a redução da predisposição genética à calvície masculina ao longo dos últimos 10 mil anos.

O trabalho utilizou um grande conjunto de dados genômicos — 16 mil genomas — como base para traçar como determinadas variantes se comportaram desde a transição para modos de vida mais recentes. A partir dessa amostra, os pesquisadores mapearam sinais de seleção que ajudam a explicar a dinâmica de traços físicos e genéticos na população humana contemporânea.

Os achados reforçam a ideia de que a evolução não é um processo encerrado no passado remoto, mas sim um fenômeno contínuo que ainda altera a composição genética das populações humanas. A identificação de centenas de variantes sob pressão seletiva nas últimas dezenas de gerações fornece evidências sobre quais traços tiveram mudança de frequência e como isso se refletiu no conjunto genético atual.

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O estudo, portanto, contribui para a compreensão de como fatores evolutivos recentes moldaram características visíveis e predisposições genéticas em seres humanos, ao mesmo tempo em que indica que o ritmo dessas mudanças pode ser maior do que estimativas anteriores permitiam concluir.

Com informações de Clickpetroleoegas