Autoridades de saúde dos Estados Unidos identificaram a alface servida em restaurantes do Taco Bell como uma possível origem do surto de Cyclospora cayetanensis que afetou moradores de cinco estados desde maio. A ligação entre o ingrediente e os casos foi apontada após investigação da Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) e autoridades estaduais.

Até o momento, foram confirmados 1.644 casos de cicloporíase em Indiana, Kentucky, Ohio, West Virginia e Michigan, sendo este último o estado com o maior número de registros. Além desses, há ocorrências suspeitas que as equipes de saúde ainda não conseguiram relacionar diretamente ao conjunto de episódios sob apuração.

Rastreamento e fornecedor

Segundo a FDA, as investigações traçaram um fornecedor único de alface originária do México que abastecia as unidades do Taco Bell frequentadas pelas pessoas contaminadas. Reportagens que acompanharam o caso indicaram a empresa americana Taylor Farms como a fornecedora do produto questionado.

O órgão federal informou que está atuando em contato direto com o fornecedor para verificar se existem lotes potencialmente contaminados ainda disponíveis no mercado. Equipes federais e estaduais iniciaram a coleta de amostras do produto para exames laboratoriais e análise aprofundada.

A rede Taco Bell comunicou a suspensão do uso da alface relacionada à investigação e afirmou que nem todas as unidades nos estados envolvidos receberam o lote suspeito, conforme declarou à FDA.

Imagem: Divulgação

Os sintomas da infecção por Cyclospora cayetanensis costumam surgir entre dois e 14 dias após a ingestão do parasita. Entre os sinais mais frequentes estão diarreia aquosa, cansaço, cólicas, inchaço abdominal, gases e perda de apetite. Sem tratamento, esses sintomas podem durar dias ou se estender por mais de um mês. O tratamento recomendado envolve um antibiótico capaz de impedir a multiplicação do parasita no organismo.

As investigações seguem em curso enquanto as agências continuam a coletar evidências e monitorar possíveis novos casos.

Com informações de Olhardigital