O YouTube detalhou os critérios que considera como “conteúdo inautêntico” e que podem barrar a monetização de vídeos. A explicação foi divulgada em um vídeo no canal Creator Insider, plataforma oficial do Google voltada a produtores de conteúdo, no qual executivos da empresa esclareceram as novas regras.
Em julho de 2025, a plataforma anunciou mudanças na política de monetização para combater produções em massa e repetitivas, como os chamados “AI Slops”. No material intitulado “YouTube’s Inauthentic Content Policy – Explained”, representantes do YouTube especificaram que três categorias principais de conteúdo entram na classificação de inautêntico.
Primeiro, o YouTube considera inautênticos vídeos cujo material pode ser facilmente gerado por ferramentas de IA, por modelos prontos ou que apresentem pouca variação entre episódios — incluindo animações e CGI produzidas de maneira padronizada. Em segundo lugar, enquadram-se nessa definição conteúdos criados basicamente para provocar desconforto ou manipular emoções com o objetivo de atrair atenção. Por fim, o uso de personas sintéticas para tratar temas relevantes — como assuntos legais, financeiros ou de saúde — também pode ser classificado como inautêntico.
Canais que se dediquem inteiramente a esse tipo de produção correm o risco de ser excluídos do Programa de Parcerias do YouTube (YPP), segundo a empresa. Ainda assim, a plataforma deixa claro que nem todo material gerado por IA será automaticamente desmonetizado.
Matt Halprin, vice-presidente de Confiabilidade e Segurança do YouTube, afirmou que a IA pode ampliar a criatividade e permitir a produção de vídeos de alta qualidade em maior volume, algo que a empresa quer incentivar. Ao mesmo tempo, Halprin ressaltou que a tecnologia facilita a criação rápida de muitos vídeos muito semelhantes entre si, sem arco narrativo ou demonstração de criatividade, práticas que a companhia não deseja fomentar.
Em uma página de suporte, o Google reforça que conteúdo de canais monetizados deve ser “original e autêntico”. A plataforma exige que vídeos sejam criações originais ou, quando derivados de material de terceiros, apresentem alterações significativas que os tornem novos. O conteúdo também não pode ser produzido em massa nem repetitivo; deve visar entreter ou educar o público, e não apenas gerar visualizações.
Imagem: Divulgação
Reclamações sobre automação na classificação
Nos comentários do vídeo, usuários apontaram preocupação não tanto com as categorias definidas, mas com a execução dos sistemas automáticos de detecção. Criadores relataram que mecanismos atuais classificam erroneamente conteúdos como produzidos em massa e impedem que tenham chance de comprovar sua autenticidade.
As mudanças e orientações visam equilibrar o incentivo à criatividade proporcionada pela IA com o controle sobre produções padronizadas que possam prejudicar a experiência dos espectadores.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6