Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, afirmou nesta quarta-feira (22) que confia no sistema de votação brasileiro e avaliou que os questionamentos levantados pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro “não vão levar a lugar nenhum”. As declarações foram dadas a jornalistas depois de Tarcísio ser questionado sobre as falas do aliado político durante um evento promovido pela BandNews TV.
“Eu confio nas urnas. Se eu não tivesse confiança, eu não estaria disputando a eleição. Foram as urnas que me trouxeram aqui. Então, eu sigo acreditando”, disse o governador, acrescentando que é mais importante discutir projetos e o que o país precisa do que retomar essa pauta sobre as urnas: “Essa aí dessa discussão [sobre as urnas] não vai levar a lugar nenhum. É começar a pensar em projeto”.
As observações de Tarcísio foram feitas um dia após Flávio Bolsonaro, em encontro com embaixadores e representantes de 42 países organizado pelo portal The Brazilian Report em Brasília, pedir que países enviem o maior número possível de observadores para as eleições brasileiras. Na ocasião, Flávio afirmou que “não estava questionando o sistema de votação brasileiro”, mas associou as urnas eletrônicas usadas no Brasil à empresa Smartmatic, citada em relatório dos Estados Unidos sobre supostas fraudes na Venezuela, afirmando que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem reiterado que a Smartmatic nunca forneceu urnas ao Brasil nem participou do desenvolvimento ou da programação dos equipamentos utilizados nas eleições. Segundo a Corte, a empresa prestou apenas serviços pontuais de suporte técnico e conexão de dados em contratos anteriores e chegou a disputar uma licitação para fabricação de urnas, sem ser declarada vencedora.
Após o encontro, a pré-campanha de Flávio divulgou nota afirmando que o senador “não está questionando o sistema de votação brasileiro”, que apenas mencionou fatos públicos e defendeu o envio de missões internacionais de observação, e declarou ter “integral confiança no sistema eleitoral brasileiro”.
Imagem: Pierre Duarte/Folhapress
As declarações motivaram uma ação da pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no TSE. Na peça, os advogados do petista acusam Flávio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (irmão de Flávio), e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC) de promoverem um movimento coordenado de desinformação contra o sistema eletrônico de votação e a credibilidade da Justiça Eleitoral. A ação pede a remoção de publicações, a proibição de novas postagens que associem as urnas brasileiras à Smartmatic ou divulguem informações consideradas falsas, o envio de ofícios às plataformas para impedir a circulação desses conteúdos e a aplicação de multa de R$ 30 mil a cada um dos citados.
A defesa da deputada Júlia Zanatta declarou que a ação é “frágil e sem qualquer indício probatório”, classificando a acusação de atuação coordenada como uma “narrativa inexistente e fantasiosa”. Segundo o advogado Luiz Magno, a publicação da parlamentar não trata do sistema eleitoral brasileiro, e a defesa se manifestará nos autos. Os demais citados foram procurados pelo Valor.
Com informações de Valor.globo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6