O mercado brasileiro de vídeo online deve alcançar US$ 14,4 bilhões em receitas até 2029, segundo projeção da consultoria Omdia incluída no relatório “O Panorama do Vídeo Digital na América Latina 2026”, elaborado pela empresa de mídia programática MiQ. O crescimento é atribuído à expansão da TV conectada, ao aumento de serviços de streaming e à popularidade de plataformas gratuitas financiadas por publicidade.
TRANSMISSÃO: YouTube | começa em redes sociais ou (YouTube)
O desempenho estimado pode colocar o Brasil como o segundo maior mercado internacional em receita de FAST (serviços gratuitos de televisão por streaming sustentados por anúncios), superando o Canadá. O modelo FAST e o AVOD (vídeo sob demanda financiado por publicidade) têm ganhado espaço em razão da busca dos consumidores por opções de entretenimento de menor custo.
O relatório aponta mudanças nos hábitos de consumo: a população brasileira dedica, em média, quatro horas por dia a conteúdos em vídeo. Cada domicílio utiliza, em média, 8,2 serviços de streaming, dos quais 4,6 são pagos e 3,6 são gratuitos. Essa dinâmica tem impactado a distribuição dos investimentos publicitários.
A MiQ projeta que os aportes em publicidade destinados à TV conectada no Brasil cresçam 23,7% em 2026, acompanhando a migração da audiência para telas conectadas e o desenvolvimento de ferramentas que permitem medir campanhas em televisores, celulares e computadores.
Na América Latina, a presença da TV no consumo digital é marcante: 95% dos usuários acessam conteúdos por Smart TVs, e 45% do tempo dedicado ao YouTube ocorre nesses aparelhos. A descoberta de programas frequentemente começa em redes sociais ou no YouTube, passa pelo celular e termina na televisão conectada, segundo o estudo. Recomendações sociais e transmissões esportivas ao vivo respondem por uma em cada três novas assinaturas de streaming na região.
Imagem: Ap
O relatório também indica que 59% dos consumidores latino-americanos preferem conteúdos gratuitos ou mais baratos em troca da exibição de publicidade, um comportamento que favorece formatos sustentados por anúncios. No Brasil, 80% dos consumidores declaram já ter comprado algum produto recomendado por criadores digitais, o que aumenta o interesse dos anunciantes por campanhas que acompanhem o consumidor do primeiro contato à decisão de compra.
Economicamente, a América Latina já movimenta mais de US$ 40 bilhões em publicidade, com o meio digital respondendo por 56,4% desse total. Apesar do avanço, o setor enfrenta o desafio de integrar métricas de alcance, frequência e conversão entre TV linear, streaming, redes sociais e dispositivos móveis.
A projeção de US$ 14,4 bilhões até 2029 reflete uma reorganização do mercado audiovisual brasileiro: a televisão mantém relevância, porém passa a operar em um ecossistema conectado, orientado por dados e cada vez mais dependente da publicidade digital.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6