A OpenAI confirmou a aplicação de US$ 250 milhões na Merge Labs, empresa dedicada ao desenvolvimento de interface cérebro-computador (BCI) não invasiva. O aporte faz parte de uma rodada seed que avaliou a startup em US$ 850 milhões e marcou sua estreia pública em 15 de janeiro de 2026.
O que é a Merge Labs e sua proposta
A Merge Labs foi idealizada pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, em conjunto com Alex Blania, Sandro Herbig, Tyson Aflalo, Sumner Norman e o pesquisador Mikhail Shapiro. O objetivo da empresa é “conectar biologia e inteligência artificial para maximizar a capacidade humana”. Para isso, desenvolve técnicas que substituem eletrodos por moléculas e usam ultrassom para transmitir e captar sinais em profundidade no cérebro, sem cirurgias.
Parceria e objetivos
No anúncio oficial, a OpenAI informou que, além do investimento, vai colaborar na criação de modelos científicos de base e de ferramentas avançadas. A ideia é aplicar inteligência artificial para interpretar sinais neurais ruidosos, acelerar pesquisas em bioengenharia e neurociência, e permitir interfaces de alta largura de banda que compreendam intenções e se adaptem a cada usuário.
Cenário de mercado e concorrência
Com esse movimento, Sam Altman passa a disputar diretamente com a Neuralink, de Elon Musk, que aposta em implantes invasivos. A Neuralink já captou US$ 650 milhões em junho de 2025 e alcançou avaliação de US$ 9 bilhões, conforme dados públicos. Em contraste, a Merge Labs foca em soluções sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos.
Estrutura societária
Além de Altman, integram o conselho da Merge Labs Alex Blania e Sandro Herbig, que seguem na Tools for Humanity, Tyson Aflalo e Sumner Norman, ligados à Forest Neurotech, e Mikhail Shapiro, professor do Caltech. A empresa mantém acordos de trabalho com as instituições anteriores, mas não detalhou a permanência de alguns membros.
Imagem: Divulgação
Perfil de investimentos da OpenAI
A OpenAI investe via OpenAI Startup Fund em diversas startups ligadas a Sam Altman, como Red Queen Bio, Rain AI e Harvey. A empresa também mantém parcerias comerciais com Helion Energy e Oklo, focadas em fusão e fissão nuclear. Paralelamente, colabora com a startup io, de Jony Ive, para criar um dispositivo de IA sem tela, possivelmente no formato de fone de ouvido.
Visão de longo prazo
Desde 2017, Altman defende o conceito de “merge” entre humanos e máquinas, prevendo que, entre 2025 e 2075, será possível integrar diretamente cérebros a sistemas de IA. Segundo ele, essa convergência seria essencial para a sobrevivência da espécie diante de uma inteligência artificial superinteligente. A Merge Labs pretende traduzir essa visão em produtos funcionais e seguros.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6