Projeto transforma resíduos em paredes resistentes e de baixo custo

Um dentista em Bangladesh passou anos planejando e iniciou a construção de uma residência térrea de 140 m² utilizando uma técnica construtiva pouco comum no país: substituir grande parte dos tijolos por garrafas plásticas preenchidas com areia. O método esconde milhares de embalagens sob camadas de cimento, criando paredes que chegam a 5,5 metros de altura.

O responsável pelo projeto adotou as garrafas plásticas — que normalmente seriam descartadas — como bloco estrutural e de vedação. Cada recipiente é preenchido com areia e, em seguida, envolvido em argamassa, de modo que o plástico fica selado dentro do conjunto. Segundo as informações divulgadas, esse procedimento permite erguer paredes altas e compactas ao mesmo tempo em que reutiliza material que seria resíduo.

Além do aspecto ambiental, a solução buscou reduzir custos de construção. Ao aproveitar embalagens disponíveis e transformá-las em elementos construtivos substitutos dos tijolos convencionais, o projeto alia reaproveitamento de resíduos a economia nos insumos. A técnica chamou atenção por oferecer alternativa prática para diminuir o volume de lixo plástico enquanto cria uma edificação funcional.

A casa planejada ocupa 140 m² em um único pavimento, com as paredes formadas majoritariamente pelas garrafas preenchidas e seladas na argamassa. A estrutura resultante atinge até 5,5 metros de altura em pontos da edificação, segundo os dados divulgados. A utilização de milhares de garrafas faz com que boa parte do sistema de vedação e alvenaria da residência seja composta por material reaproveitado, escondido sob o acabamento de cimento.

Dentista em Bangladesh constrói casa de 140 m² usando garrafas plásticas cheias de areia

Imagem: Divulgação

O projeto tem destaque por conjugar baixo custo, reaproveitamento de resíduos plásticos e uma técnica construtiva pouco usual em Bangladesh. A iniciativa demonstra aplicação prática do conceito de reciclagem em obras residenciais, mantendo a aparência convencional da edificação ao ocultar as embalagens dentro do revestimento.





Com informações de Clickpetroleoegas