Uma muda plantada no Madison Square Park, em Manhattan, tem nas raízes uma história que passou pelo espaço: a árvore nasceu de uma semente que viajou ao redor da Lua na missão Artemis I, da NASA, e retornou à Terra antes de ser cultivada em Nova York.
Quem, o que e onde
Trata-se de uma American sweet gum (liquidâmbar americano) originada de uma das mil sementes levadas ao redor do satélite natural na missão não tripulada Artemis I, realizada em 2022. A muda integra a nova leva de “árvores da Lua” criada com sementes que participaram de missões espaciais e agora estão em parques e jardins para aproximar o público dos planos da NASA de voltar à superfície lunar com astronautas.
Quando e como a muda chegou ao parque
Steph Lucas, diretora de horticultura da Madison Square Park Conservancy, solicitou uma muda à NASA em 2023. O pedido foi aprovado em 2025. A semente percorreu cerca de 2,09 milhões de quilômetros durante a volta ao redor da Lua antes de germinar na Terra. A árvore cresceu durante aproximadamente um ano antes de ser exibida oficialmente ao público.
“Nós ficamos muito empolgados”, disse Lucas ao veículo Space.com ao relatar a chegada da muda.
Tradição e escolha da espécie
A iniciativa de levar sementes ao espaço remonta à missão Apollo 14, em 1971, quando o astronauta Stuart “Smoky” Roosa embarcou cerca de 500 sementes que depois deram origem a árvores espalhadas por diferentes localidades do mundo.
Entre cinco espécies oferecidas pela NASA, a Madison Square Park Conservancy escolheu a American sweet gum. Segundo Lucas, a espécie é menos resistente a frio que outras opções, mas apresenta maior capacidade de adaptação às condições climáticas projetadas para as próximas décadas. “Achamos que essa será uma escolha melhor à medida que o futuro avançar”, afirmou.
Imagem: Divulgação
Evento de celebração e impacto ambiental local
A introdução pública da árvore foi marcada por uma festa de aniversário com decoração temática espacial, jardim inspirado no universo, leitura de poesias, exposição de desenhos infantis, foguetes de espuma e bolo para cerca de 100 pessoas. O evento, contudo, ocorreu sob um céu com tom alaranjado causado pela fumaça de incêndios florestais no Canadá, que reduziu a qualidade do ar e levou parte dos presentes a usar máscaras KN95.
Após um ano de crescimento, a muda já está fincada e se desenvolve sem necessidade de suportes. Para a equipe do parque, observar a evolução da árvore representa uma combinação de interesse pela exploração espacial e pela conservação ambiental. “O espaço nos inspira, certo? E as plantas também podem inspirar”, declarou a diretora de horticultura.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6