O governo japonês construiu um aeroporto sobre uma ilha artificial de quatro quilômetros na baía de Osaka para solucionar a falta de espaço e reduzir o incômodo do barulho aos moradores. A obra, que custou R$ 100 bilhões, deu origem ao aeroporto de Kansai, mas hoje enfrenta problemas como afundamento do solo e exposição a tufões, terremotos e inundações.

Erguida sobre fundações artificiais, a ilha que abriga o aeroporto tem apresentado instabilidade no terreno, o que obriga manutenção constante das estruturas. Sistemas hidráulicos são acionados diariamente para ajustar o nível dos terminais, dos pilares e das pistas, com o objetivo de manter a segurança e a operação do complexo aeroportuário.

Além do solo instável, a instalação lida com riscos naturais frequentes na região: tufões que trazem ventos fortes e chuvas intensas, atividade sísmica decorrente de terremotos e episódios de alagamento. Essas condições aumentam a necessidade de intervenções permanentes para preservar a infraestrutura e garantir a continuidade das operações.

O projeto foi motivado sobretudo pela necessidade de ampliar a capacidade aeroportuária e mitigar o ruído que afetava áreas urbanas próximas. Para isso, optou-se pela criação de uma ilha artificial na baía de Osaka, onde foram erguidas as pistas e os terminais do aeroporto de Kansai. A intervenção exigiu investimento significativo e agora demanda manutenção técnica constante em razão dos desafios naturais e de engenharia que surgiram.

Operadores e equipes de manutenção acompanham rotineiramente a evolução do terreno e o desempenho dos mecanismos que mantém niveladas as estruturas. A combinação entre a natureza do solo artificial e a frequência de eventos climáticos e geológicos na região impõe um regime de ajustes contínuos às instalações.

Japão ergueu aeroporto sobre ilha artificial de 4 km por R$ 100 bilhões e agora enfrenta afundamento e desastres naturais

Imagem: Divulgação

Com a infraestrutura submetida a forças naturais e ao processo de acomodação do terreno, o aeroporto permanece sob monitoramento e requer ações diárias para preservar a integridade das pistas, dos pilares e dos terminais, garantindo a segurança das operações aéreas.





Com informações de Clickpetroleoegas