O uso crescente de inteligência artificial (IA) pelas companhias aéreas e por startups do setor tem tornado menos frequente a descoberta de passagens aéreas muito baratas após longas buscas na internet. À medida que esses sistemas passam a definir tarifas com mais precisão, a margem para variações de preço que viajantes atentos exploravam vem diminuindo.
Empresas como a Delta já utilizam soluções automatizadas para estabelecer valores, substituindo analistas humanos que trabalhavam com planilhas e regras rígidas — por exemplo, ajustar tarifas em 20% quando apenas um quarto dos assentos de um voo estava ocupado. Hoje, em determinadas rotas e voos, as companhias recorrem a plataformas desenvolvidas por startups para monitorar dezenas de variáveis e recalcular preços em tempo real.
Como funciona a precificação por IA
Algumas dessas plataformas, como a israelense Fetcherr, incorporam fatores como oscilações no preço do petróleo, entrada ou saída de concorrentes em mercados específicos, cancelamentos de voos e mudanças na demanda por rotas para ajustar as tarifas globalmente. Outra empresa que adota esse modelo é a Volantio, sediada em Atlanta (EUA), cuja plataforma busca aumentar a receita das aéreas mesmo após a venda de passagens.
A Volantio, por exemplo, identifica quando um voo tem alta demanda e oferece a passageiros com planos flexíveis a opção de migrar para voos menos concorridos. Em troca, esses clientes podem receber benefícios, como upgrade de assento, o que permite à companhia revender o lugar liberado por um valor maior para quem precisa viajar de última hora.
Com a precificação por assento e o ajuste contínuo de estratégias de ocupação, a tecnologia tende a reduzir as diferenças de preço que antes permitiam encontrar tarifas promocionais com mais facilidade. Para os consumidores, especialistas apontam efeitos mistos: em geral, passagens podem ficar mais caras, sobretudo nas rotas mais disputadas, onde será mais difícil achar ofertas muito baixas.
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Por outro lado, ainda existe espaço para economizar. Passageiros com flexibilidade de datas e horários e os que conseguem reservar com bastante antecedência podem se beneficiar do novo modelo. Para a maioria dos demais viajantes, a principal recomendação permanece: comprar as passagens o quanto antes.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6