O avanço do mercado de Hidrogênio Verde (H²V) no Brasil depende, além de investimentos em infraestrutura e fontes de financiamento, de um marco regulatório estável, afirma o advogado especialista em Direito Regulatório Matheus Teodoro Ramsey Santos. Segundo ele, a segurança jurídica é fator decisivo para atrair aportes de longo prazo e viabilizar uma economia de baixo carbono.

Para Matheus Teodoro, a publicação de normas complementares ao marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono é um passo necessário para dar previsibilidade ao setor. Ele ressalta a importância de regras claras sobre certificação, tributação e requisitos operacionais, que reduzam incertezas e mitiguem riscos em projetos de grande porte.

O especialista destaca que essas definições são especialmente relevantes diante dos empreendimentos em curso no Hub de Hidrogênio Verde do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, considerado um dos principais polos brasileiros da nova economia energética. Nas palavras do advogado, lacunas regulatórias podem desacelerar a implantação das instalações e afetar a tomada de decisão de investidores internacionais, que costumam privilegiar mercados com maior estabilidade institucional.

A discussão sobre o arcabouço regulatório ocorre enquanto o Brasil procura ampliar sua participação na cadeia global de combustíveis de baixo carbono. O país conta com vantagens competitivas, entre elas a elevada disponibilidade de energias renováveis e o potencial de exportação para destinos como Europa e Ásia. Nesse contexto, a consolidação de regras para o setor é vista como medida estratégica para posicionar o Brasil como ator relevante na transição energética mundial.

Segurança jurídica é essencial para atrair investimentos em Hidrogênio Verde, diz especialista

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Em resumo, segundo o advogado, além de recursos e infraestrutura, a atração de investimentos para o H²V passa pela criação de um ambiente jurídico previsível, com normas que regulem aspectos técnicos, fiscais e de certificação, contribuindo para a segurança dos projetos e para a inserção do País no mercado internacional de combustíveis de baixo carbono.

Com informações de Portalin