A Positivo Tecnologia aposta que a leitura biométrica da palma da mão pode se tornar uma infraestrutura de autenticação de uso massivo no Brasil, semelhante ao impacto social do Pix nas transferências e pagamentos. A empresa informou que a solução tem potencial para reduzir a dependência de senhas, cartões e celulares em pagamentos e outros serviços, integrando-se a varejo, bancos e órgãos públicos.
Segundo Norberto Maraschin Filho, vice-presidente de Negócios de Consumo e Mobilidade da Positivo, a intenção não é substituir o Pix como forma de pagamento, mas criar uma camada de autenticação capaz de simplificar e acelerar transações. Em entrevista ao Olhar Digital, Maraschin afirmou que a adoção em larga escala pode seguir uma trajetória parecida com a do sistema de pagamentos instantâneos, impulsionada por facilidade de uso e segurança. “O brasileiro gosta muito de novas tecnologias”, disse o executivo. “Eu acredito que essa tecnologia vai virar um Pix.”
Como a tecnologia será distribuída
Para viabilizar a expansão, a Positivo desenvolveu um módulo biométrico pensado para ser incorporado aos terminais de pagamento Android já usados pelo varejo, evitando a necessidade de leitores externos caros. A solução resultou de parceria com a Tencent Cloud, que fornece a tecnologia PalmAI; a Positivo fica responsável pela fabricação do hardware e pela integração com o mercado financeiro brasileiro.
O executivo explicou que a inclusão do módulo eleva o custo por terminal em menos de US$ 100, valor que, na visão da empresa, torna a modernização atraente para adquirentes e estabelecimentos comerciais. A autenticação por palma adiciona entre 300 e 500 milissegundos ao processo, segundo a Positivo, mantendo o fluxo de atendimento no caixa.
Requisitos para escala e casos de uso
A companhia ressalta que a adoção só ocorrerá se bancos, adquirentes e comerciantes incorporarem a tecnologia ao ecossistema de pagamentos; do contrário, corre o risco de permanecer em projetos isolados. A Positivo diz ter projetado o sistema para que verificação e pagamento ocorram no próprio dispositivo, eliminando a necessidade de leitores separados no ponto de venda.
Além de pagamentos no varejo, a empresa cita aplicações em transporte público, eventos, aeroportos, hospitais e programas governamentais que exigem prova de vida ou validação de benefícios. A biometria da palma também pode ser usada em programas de fidelidade para substituir a digitação do CPF, na checagem de idade para compra de bebidas alcoólicas e em operações relacionadas a futuras mudanças tributárias, como devolução de impostos (cashback), reduzindo riscos de fraude por uso de CPFs de terceiros.
Imagem: Divulgação
Maraschin informou que projetos-piloto em maior escala devem começar ainda neste semestre e que a expansão mais ampla está prevista para o próximo ano, conforme adquirentes, varejistas e órgãos públicos passem a adotar o sistema. A Positivo cita discussões com a Polícia Federal para verificação de passageiros, conversas com operadoras de saúde para controle de presença em atendimentos e propostas para provas de vida no INSS e no Bolsa Família. A empresa projeta alcançar bilhões de transações nos próximos anos ao conectar bancos, varejistas, órgãos públicos e prestadores de serviço em torno dessa credencial biométrica unificada.
A tecnologia, segundo a fabricante, torna possível centralizar autenticações de diferentes serviços em um único identificador biométrico, sem necessidade de equipamentos dedicados no balcão.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6