Uma investigação da equipe de ameaças Unit 42, da Palo Alto Networks, identificou que um operador de língua chinesa empregou modelos de inteligência artificial e agentes automatizados para conduzir tentativas de ataque cibernético sem intervenção humana contínua. Segundo o relatório da Unit 42, a operação foi coordenada por meio do aplicativo Telegram e fez uso de ferramentas como o Hermes Agent e o modelo DeepSeek para varredura de redes, seleção de vulnerabilidades e download de códigos maliciosos da internet.
O indivíduo monitorado sob os pseudônimos “knaithe” e “KnYuan” configurou o sistema autônomo para identificar sistemas expostos na rede pública, utilizando uma ferramenta especializada para localizar dispositivos acessíveis. A partir de comandos remotos via chat no Telegram, o agente digital executava tarefas complexas, como avaliação de versões de software e testes de exploração, sem exigir supervisão constante.
Varredura e tentativas de invasão
Em episódios documentados pela Unit 42, o sistema automatizado avaliou falhas em plataformas de automação de fluxos de trabalho e ferramentas de IA, incluindo Langflow e n8n. O agente baixou códigos de exploração públicos, analisou versões instaladas e testou dezenas de endereços IP em busca de vulnerabilidades conhecidas, citadas no relatório como o CVE-2026-33017 e o CVE-2026-21858.
Embora as tentativas iniciais de invasão nessas plataformas não tenham obtido sucesso — devido a mecanismos de segurança nos alvos, como exigência de senhas ou formulários públicos desativados — os pesquisadores observaram que o processo funcionou de forma automatizada e operacional, demonstrando capacidade de descoberta e avaliação de alvos em escala.
Além das ações autônomas, o operador também realizou ataques manuais tradicionais. A Unit 42 relata sucesso na exfiltração de dados em servidores NetScaler e na execução de comandos em instâncias de blocos de notas interativos, como o Marimo.
Imagem: Divulgação
O erro que permitiu a identificação
Apesar de medidas para dificultar o rastreamento — como roteamento por servidores proxy e configurações para limitar registros de conversas — a campanha foi descoberta devido a uma falha do próprio agente automatizado. O sistema acionou inadvertidamente um servidor de arquivos web a partir do computador de controle do operador, em vez de isolar um diretório de testes. Esse erro tornou públicas configurações de ferramentas de IA, chaves de acesso, roteiros de invasão, listas de alvos e registros detalhados das sessões automatizadas.
Com esses artefatos expostos, os especialistas da Unit 42 conseguiram mapear a infraestrutura empregada na campanha e compreender o modus operandi do atacante. No relatório, a equipe alerta para a emergência de capacidades ofensivas ampliadas por IA, capazes de acelerar e ampliar campanhas maliciosas.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6