RAM Boost deixa o celular mais rápido? Teste prático revela limites e ganhos reais
O que as fabricantes prometem — e o que você vai realmente notar
Promessa comum: mais “RAM” para o telefone, experiência mais fluida. Realidade: parte do armazenamento passa a funcionar como espaço de troca. O resultado é prático, mas bem diferente do salto de desempenho que a publicidade sugere.
Como funciona na prática
A memória física continua sendo a peça mais rápida. O tal “RAM virtual” cria uma área de swap no armazenamento interno. Isso ajuda a manter aplicativos em segundo plano por mais tempo, mas não transforma o armazenamento em RAM de verdade nem acelera o processador.

POCO C40 — melhoria discreta, sinais de desgaste
No POCO C40, com 4 GB físicos e 1 GB virtual, a diferença mais evidente foi na retenção de apps simples — WhatsApp, navegador e redes sociais ficavam abertos por mais tempo.
Por outro lado, não houve ganho perceptível em abertura de aplicativos pesados ou em jogos. Em sessões longas, o sistema chegou a ficar um pouco mais lento, pois o armazenamento foi mais exigido.
Galaxy A07 — multitarefa mais consistente, potência imutável
O Galaxy A07, com 4 GB nativos e 4 GB adicionais via RAM Plus, mostrou menos recarregamentos ao alternar entre redes sociais, vídeo e mensagens. A navegação entre apps ficou mais fluida no dia a dia.
Ainda assim, o telefone não “ganhou” poder: cargas de trabalho pesadas, tempos de carregamento e desempenho em jogos continuaram praticamente os mesmos.
Imagem: Reprodução/Gemini
Moto G71 — melhor equilíbrio, mas sem milagres
O Moto G71, já com 6 GB de RAM física, foi o cenário em que o recurso se mostrou mais eficaz. Em uso intenso, houve menos fechamentos inesperados de apps e alternância mais suave entre tarefas.

Mesmo assim, jogos e aplicativos pesados não ficaram mais rápidos. A sensação de melhora vem basicamente da redução de recarregamentos.
Conclusão: quando vale a pena ativar
RAM Boost funciona — em parte. Seu efeito é mais perceptível na multitarefa leve a moderada: menos reinícios e troca mais estável entre apps. Mas não espere aumento de FPS, aceleração do processador ou carregamentos muito mais rápidos.
Em aparelhos de entrada com pouca memória, a função pode reduzir travamentos ocasionais. Em modelos já equilibrados, ela atua como um complemento discreto. A recomendação prática é simples: usar com expectativas moderadas e priorizar um aparelho com RAM física maior quando desempenho for prioridade.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6