Adoção de ferramentas de inteligência artificial provocou despesas muito superiores ao planejado na Amazon. Segundo reportagem do Financial Times publicada “na última quinta-feira, 30”, projetos internos que empregaram modelos de IA geraram estouros de orçamento, incluindo um caso em que a companhia desembolsou US$ 1,8 milhão ao usar o modelo Claude Sonnet, da Anthropic, para vincular informações de autores às listagens de produtos da plataforma.

Outros projetos também registraram custos elevados

Engenheiros seniores ouvidos pelo jornal declararam que falhas de programação que antes geravam custos “trivialmente baratos” tornaram-se, com o uso desses modelos, “catastroficamente caros”. A publicação atribui parte do aumento de gastos à mudança no modelo de cobrança adotado por fornecedoras de IA, que passaram a cobrar pelo volume de tokens processados em vez de assinaturas fixas.

O Financial Times também citou o caso de uma empresa que teria gasto cerca de US$ 500 milhões apenas em taxas de uso do Claude em um único mês. Internamente, a Amazon chegou a estimular o uso intensivo de IA por meio de um ranking que avaliava funcionários segundo a frequência de utilização das ferramentas; esse sistema foi desligado em maio após crescerem as preocupações sobre os custos.

O episódio ocorre enquanto a companhia vem reduzindo o quadro de funcionários para redirecionar investimentos a tecnologia e inteligência artificial. Procurada pelo Financial Times, a Amazon respondeu que os exemplos relatados não representam a realidade da empresa e afirmou que “Selecionar exemplos isolados e isolados em que as equipes estão aprendendo umas com as outras e apresentá-los como algo corriqueiro não reflete a forma como as equipes da Amazon em toda a empresa estão usando a IA”.

Amazon registra gasto de US$ 1,8 milhão com IA em tarefa rotineira e acende alertas internos

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Com informações de Tecmundo