A Axia Energia voltou a apresentar lucro no segundo trimestre de 2026, com resultado líquido de R$ 1,19 bilhão entre abril e junho, revertendo o prejuízo de R$ 1,33 bilhão apurado no mesmo período de 2025. A melhora foi atribuída, segundo a empresa, à comercialização de energia mais eficiente, ao desempenho das participações societárias e à redução das provisões.
Em termos ajustados pelo padrão contábil IFRS, o lucro líquido recorrente ficou praticamente estável, em R$ 1,61 bilhão, valor equivalente ao registrado no segundo trimestre do ano anterior.
No acumulado do primeiro semestre, a recuperação foi mais expressiva: a Axia registrou lucro líquido de R$ 3,82 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,68 bilhão dos seis primeiros meses de 2025. O lucro recorrente no período somou R$ 5,32 bilhões, alta de 282,7% na comparação anual.
Um dos principais pontos do balanço foi a geração operacional de caixa. O Ebitda atingiu R$ 5,55 bilhões no trimestre, avanço de 300,9% na comparação com o segundo trimestre de 2025, e a margem Ebitda subiu para 49,6%, aumento de 36 pontos percentuais, indicando maior eficiência nas operações.
A receita operacional líquida alcançou R$ 11,19 bilhões no trimestre, aumento de 9,7% ante o mesmo período de 2025. No semestre, o faturamento totalizou R$ 23,90 bilhões, crescimento de 15,9% em doze meses.
Mesmo com ampliação dos investimentos, a companhia conseguiu reduzir despesas financeiras: os encargos e juros recuaram 3,4%, para R$ 2,30 bilhões. Por outro lado, custos e despesas operacionais somaram R$ 6,88 bilhões, alta de 4,8% na comparação anual.
Imagem: Divulgação
Os investimentos avançaram 53% em relação ao ano anterior e o caixa da empresa encerrou junho em R$ 11,04 bilhões, reforçando seu nível de liquidez para financiar projetos. A dívida líquida fechou o trimestre em R$ 45,46 bilhões, 13,3% superior ao observada um ano antes, mas R$ 585 milhões menor do que no fim do primeiro trimestre de 2026.
Os resultados refletem uma mudança de cenário após o desempenho negativo de 2025, com recuperação da lucratividade, maior geração de caixa e crescimento de receitas, enquanto a administração da dívida permanece como item relevante a ser acompanhado.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6