São Paulo registra o custo mais alto da região para construção de data centers, segundo levantamento da consultoria Turner & Townsend. O estudo indica que o valor médio para implantar esse tipo de instalação na capital paulista chega a US$ 10,75 por watt (W) instalado, superando outros centros relevantes na América Latina.
O ranking elaborado pela consultoria coloca Querétaro, no México, em segundo lugar, com US$ 10,40/W, seguido por Montevidéu (US$ 9,89/W), Santiago (US$ 8,61/W) e Bogotá (US$ 7,49/W). Apesar do custo mais elevado, a pesquisa ressalta que São Paulo continua sendo o mercado mais desenvolvido da região para data centers, motivado pela forte demanda corporativa, ampla conectividade e presença consolidada de grandes provedores de serviços em nuvem.
Em comparação com mercados globais, porém, os custos em São Paulo ainda são mais baixos. O relatório aponta Tóquio como o mercado com os maiores valores, em US$ 15,15/W, seguida por Singapura (US$ 14,53/W), Zurique (US$ 14,24/W) e Osaka (US$ 14,12/W). Capitais europeias também registram cifras superiores às paulistanas, como Londres (US$ 12,02/W) e Frankfurt (US$ 11,60/W).
O estudo destaca, ainda, a proximidade do custo médio na capital paulista com o da Virgínia do Norte, nos Estados Unidos, considerada a maior região de data centers do mundo. A construção na Virgínia do Norte custa em média US$ 10,92/W, apenas US$ 0,17 a mais que em São Paulo, o que, segundo a consultoria, evidencia o amadurecimento do mercado brasileiro.
De acordo com a Turner & Townsend, a expansão da infraestrutura digital na América Latina tem sido beneficiada pela maturidade das cadeias locais de suprimentos e pela relativa moderação da inflação no setor. Ainda assim, a consultoria aponta que o custo por watt instalado é apenas um entre vários fatores que interessam aos investidores, que também consideram disponibilidade de energia, acesso à água, conectividade, segurança operacional e estabilidade regulatória.
Imagem: Divulgação
O crescimento dos aportes acompanha a demanda por computação em nuvem, inteligência artificial e armazenamento de dados. Estudos do setor indicam que o Brasil concentra cerca de 48% da capacidade instalada de data centers da América Latina e 71% da capacidade atualmente em construção, reforçando sua posição como o principal mercado regional para infraestrutura digital.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6