Shaniqua Tompkins apresentou contestação a um processo da G-Unit Books, editora de Curtis “50 Cent” Jackson, e afirma que foi forçada a assinar um acordo de cessão de direitos de vida em 2007.
O litígio, iniciado em julho de 2025 pela G-Unit Books, aponta para vídeos publicados por Tompkins em 2023 e 2025. Neles, ela relata episódios do relacionamento que manteve com o rapper antes de sua ascensão ao estrelato, no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000.
Em junho de 2025, um dos vídeos no YouTube ganhou repercussão ao registrar acusações de abuso físico e verbal de 50 Cent durante a gravidez do filho do casal, Marquise. Na mesma gravação, Tompkins sugere possível envolvimento do artista no incêndio de 2008 que destruiu sua casa em Long Island, imóvel do qual, segundo ela, Jackson buscava retirá-la.
A G-Unit Books sustenta que tais declarações violam um contrato de cessão de direitos de vida firmado em 2007, que teria concedido à empresa direitos exclusivos sobre nome, imagem e narrativa pessoal de Tompkins.
Em documento juramentado obtido pelo site AllHipHop, a ex-namorada alega ter assinado o acordo sob intensa pressão financeira e ameaças. Ela afirma que dependia inteiramente de Jackson e que ele teria interrompido sua participação em um negócio de investimento imobiliário para mantê-la vulnerável.
Tompkins atribui ao executivo musical Chris Lighty, ex-empresário de 50 Cent até 2012, o papel de “intermediário e executor” do contrato em nome do rapper. Segundo ela, Lighty compareceu ao quarto de um hotel em Las Vegas acompanhado de um segurança e deixou claro que o acordo “não era negociável”.
Na mesma ocasião, teria sido ameaçada com o uso do poder, do dinheiro e da plataforma pública de Jackson, sem qualquer possibilidade de recusa, caracterizando coação para extrair direitos que não cederia voluntariamente.
Imagem: Polêmica
O pacto previa um pagamento de US$ 80 mil, mas, de acordo com Tompkins, ela recebeu apenas US$ 35 mil, e a G-Unit Books falhou em cumprir o restante das obrigações contratuais.
Em dezembro de 2025, os advogados da editora solicitaram ao tribunal federal de Nova York decisão por revelia, após Tompkins não apresentar resposta até o prazo de 10 de setembro. A G-Unit Books pleiteia liminar permanente, apuração de danos e indenização de US$ 1 milhão, além de juros e honorários advocatícios.
O caso segue em análise na Justiça norte-americana, sem previsão de audiência para a apresentação de defesas adicionais.
Com informações de Vagalume

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6