O Brasil registrou, em 2025, o maior número de licenças por transtornos mentais e comportamentais da série histórica: mais de 534 mil afastamentos, segundo dados do INSS consolidados pelo Data Cajuína. Em resposta a esse quadro, empresas brasileiras intensificaram a oferta de benefícios voltados à saúde e ao bem‑estar dos colaboradores, posicionando o setor de fitness como ator central nessa transformação.
Adesão e permanência dos benefícios
Levantamento do Panorama do RH 2026, realizado pela Caju, aponta que o total de usuários com assinatura ativa em soluções de bem‑estarem cresceu 144% ao longo de 2025. Além da adesão inicial, o indicador de retenção chama atenção: cerca de 90% dos assinantes mantiveram atividade durante o ano, por meio de check‑ins presenciais ou uso contínuo de aplicativos parceiros que oferecem serviços de fitness, saúde mental, nutrição e bem‑estar. Esse comportamento sinaliza, segundo os levantamentos, que o cuidado com saúde física e mental vem se incorporando à rotina dos trabalhadores.
Padrões sazonais de uso
Os dados mostram um comportamento sazonal no uso desses benefícios. O início do ano concentra a maior taxa de utilização, com pico de 94% frente a uma média anual de 90%, período associado a novas metas e hábitos. Em março há redução temporária ligada ao pós‑Carnaval, seguida por retomada entre abril e maio, quando o autocuidado tende a se firmar na agenda dos colaboradores. No segundo semestre ocorre desaceleração atribuída a férias escolares e demandas familiares, enquanto setembro e outubro voltam a apresentar aumento de check‑ins, possivelmente impulsionados por campanhas internas de recursos humanos. Novembro e dezembro registram queda natural em razão do encerramento do ciclo anual e festas de fim de ano.
Regulação e impactos para empresas
Oportunidade para o mercado fitness
Para academias e estúdios, o canal corporativo por meio de agregadores e benefícios já é uma realidade consolidada. A 4ª edição do Panorama Setorial Fitness Brasil indica que 77% dos centros de atividades físicas mantêm parceria com algum agregador, e esse tipo de colaboração cresceu 9% em relação ao ano anterior. A literatura citada no levantamento reforça a relação entre atividade física e redução de sintomas de depressão e ansiedade, independentemente da idade ou do nível de condicionamento, o que amplia a relevância das academias como componentes da infraestrutura de saúde mental.
Do ponto de vista operacional, gestores de centros de atividade física veem no crescimento dos benefícios corporativos uma oportunidade de ampliar a base de alunos e consolidar demanda recorrente, especialmente em parcerias B2B via agregadores. Para profissionais de Educação Física, o cenário amplia o campo de atuação, fortalecendo o papel desses profissionais como agentes de saúde integral.
Imagem: Caucasian depressed man. Mental health concept
Este conteúdo aborda saúde mental, um tema sensível. Se você está enfrentando dificuldades emocionais, procurar o apoio de um profissional de saúde qualificado é sempre a melhor decisão.
Com informações de Fitnessbrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6