O avanço das certificações ambientais e das práticas de governança ligadas à sustentabilidade foi o foco principal da palestra “Cases ESG: Principais conceitos e ações relacionadas ao desenvolvimento industrial sustentável”, realizada na terça-feira (10) durante a Feira da Indústria FIEC, no Centro de Eventos do Ceará (CEC). O evento reuniu dirigentes empresariais e especialistas que discutiram a importância de indicadores ambientais para a competitividade das empresas.

Entre os participantes estavam o ex-presidente da FIEC, Beto Studart; o presidente do Nutec, Francisco Magalhães; o empresário Aderito Sequeira Praça; além de outros executivos do setor industrial. A mediação do debate ficou a cargo de Joaquim Rolim, gerente de Desenvolvimento Sustentável da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Rolim ressaltou o aumento da adesão ao programa de certificação ESG da FIEC, iniciativa lançada pelo presidente da entidade, Ricardo Cavalcante, com o objetivo de promover práticas responsáveis e mensuráveis. Segundo ele, o programa conta atualmente com 33 empresas participantes, sendo dez classificadas com nota A em sustentabilidade e desempenho ambiental.

A gerente do Núcleo ESG da FIEC, Alcileia Farias, destacou que a certificação funciona como instrumento de credibilidade para organizações que buscam consolidar práticas sustentáveis no mercado internacional. A FIEC fechou parceria com a certificadora internacional Bureau Veritas para assegurar maior transparência e imparcialidade na emissão do Selo ESG-FIEC. O processo prevê auditorias independentes para comprovar o compromisso das empresas.

O Selo ESG-FIEC avalia 74 indicadores distribuídos entre os pilares ambiental, social e de governança. Conforme explicado por Alcileia, empresas que alcançam mais de 80% dos critérios estabelecidos podem obter certificação de alto nível, demonstrando maior maturidade na implementação de práticas sustentáveis.

Imagem: Divulgação

Experiência da indústria

No painel, o diretor da Durametal, Victor Praça, relatou que a trajetória ESG da empresa precede a popularização do tema, com a implantação de um sistema de gestão ambiental em 2007. Atualmente, cerca de 85% do material usado na produção provém de sucata reciclada, o que reduz o impacto ambiental das operações. A indústria também passou a utilizar energia certificada com emissão zero, possibilitando a neutralização do Escopo 2 do inventário de gases de efeito estufa.

O encontro reforçou a noção de que certificações e auditorias independentes são ferramentas centrais para validar práticas sustentáveis e aumentar a competitividade das empresas no cenário global.

Com informações de Portalin