Air France-KLM registrou um prejuízo operacional de € 27 milhões no primeiro trimestre de 2026, segundo resultados divulgados pelo grupo, desempenho bem melhor do que a perda de € 389 milhões que havia sido projetada por analistas.

O grupo iniciou 2026 com sinais de recuperação operacional, com receita de € 7,48 bilhões no trimestre, alta de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o resultado operacional melhorou em € 301 milhões.

Entre janeiro e março, a companhia transportou 22,3 milhões de passageiros, aumento de 2,3% ano a ano. A taxa de ocupação subiu para 86,3%, acima do nível registrado no mesmo período anterior. A combinação de tarifas mais altas, maior participação de cabines premium e controle da capacidade operacional ajudou a compensar pressões de custos e a volatilidade macroeconômica.

Apesar da melhora no trimestre, o grupo revisou para baixo sua projeção de expansão de capacidade para 2026, estimando agora crescimento entre 2% e 4%, contra a meta anterior de 3% a 5%. A alteração reflete a expectativa de um aumento de US$ 2,4 bilhões na despesa anual com combustível, que pode chegar a US$ 9,3 bilhões diante da alta internacional dos preços de energia.

Paralelamente aos resultados financeiros, a Air France-KLM intensificou sua movimentação estratégica na Europa ao formalizar uma proposta não vinculante para adquirir uma participação minoritária na TAP Air Portugal. A operação é vista pela companhia como uma forma de reforçar sua presença no Atlântico Sul, com foco em rotas entre a Europa, o Brasil e a África. No processo, o grupo disputa o ativo português diretamente com a Lufthansa, que também demonstrou interesse.

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Analistas e investidores interpretaram o trimestre como um sinal de avanço na eficiência operacional de curto prazo e de possível reposicionamento do grupo no longo prazo caso a participação na TAP se concretize, por ampliar hubs e conectividade internacional.

O grupo afirmou que a performance do período foi sustentada por uma demanda resiliente e por uma estratégia de premiumização, ao mesmo tempo em que monitora o impacto dos custos energéticos na programação de capacidade para 2026.

Com informações de Portalin