A Alibaba está considerando estabelecer cobrança para uso comercial da próxima versão do seu modelo de inteligência artificial de código aberto, o Qwen, segundo reportagem da Reuters divulgada na quinta-feira (6). A medida, que representa uma mudança de política da empresa chinesa, deve atingir sobretudo grandes clientes corporativos.

Percentual de participação ainda em definição

Não há detalhes oficiais sobre o percentual que será cobrado. Segundo a reportagem, o formato previsto seguirá termos semelhantes aos adotados por outras empresas do setor, como a Moonshot AI. A matéria também cita, como referência, o caso da startup chinesa Kimi, cujo modelo Kimi K3 pode cobrar até 30% da receita dos parceiros, informação que não foi confirmada pela própria desenvolvedora.

O modelo de negócios que vem sendo adotado por algumas empresas chinesas de IA é comparável a práticas já comuns entre companhias sediadas nos Estados Unidos: a cobrança se concentra em aplicações comerciais de grande escala, com clientes corporativos, em alguns casos, pagando por acesso antecipado a atualizações e por uso mais intenso da tecnologia.

No sistema previsto, pesquisadores, desenvolvedores independentes e usuários comuns manteriam acesso gratuito aos modelos de código aberto, sem depender de licenças pagas. A monetização também pode incluir serviços adicionais e configuração para demandas maiores.

Alibaba avalia cobrar pelo uso comercial do novo modelo de IA Qwen

Imagem: Divulgação

Paralelamente a essas discussões comerciais, autoridades e empresas na China têm debatido a possibilidade de limitar o acesso de estrangeiros a modelos de IA de ponta desenvolvidos no país.





Com informações de Tecmundo